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13 de mai. de 2010

Declarada a Queda da Babilônia Apoc 18

APOCALIPSE 18:1-24

TEMA: AS VOZES DA QUEDA DA BABILÔNIA

INTRO 1. A Babilônia é mais um símbolo do que um lugar. Babilônia refere-se à Babilônia dos tempos de Babel, à Babilônia de Nabuconodosor, a senhora do mundo; a Roma dos Césares, a Roma dos papas e a todos os impérios do mundo que se levantaram contra Deus e sua igreja. A Babilônia aqui não é apenas a Babilônia escatológica, mas a Babilônia atemporal, o mundo como centro de sedução em qualquer época.

2. Babilônia aqui é um símbolo da rebelião humana contra Deus. É o sistema do mundo que opõe contra Deus. No capítulo 17, Babilônia era a grande Meretriz, a religião apóstata, em contraste com a Noiva do Cordeiro, a igreja verdadeira.

3. No capítulo 18, a Babilônia é o mundo, a cidade da luxúria, a morada dos demônios em contraste com a Nova Jerusalém, a cidade santa, a morada de Deus.

4. No capítulo 18. João ouviu quatro vozes que sintetizam a queda da Babilônia.

I. A VOZ DA CONDENAÇÃO - V. 1-3

1. A queda da Babilônia é um fato consumado nos decretos de Deus - v. 2

• A queda aqui não é apenas aquela prevista por Isaías (Is 13:19-22) e Jeremias (Jr 51:24-26), a Babilônia história. A queda aqui não é apenas a previsão da queda de Roma, a Babilônia simbólica (Ap 17:18), mas é a queda da Babilônia escatológica, o sistema religioso, econômico e político sem Deus e anti-Deus (Ap 18:2).

• Essa queda já havia sido declarada (Ap 14:8; 17:16). A queda é um fato consumado na mente e nos decretos de Deus, como o é a nossa glorificação.

2. A Babilônia, torna-se morada de demônios enquanto a igreja é a morada de Deus - v. 2

• A igreja, a Noiva do Cordeiro, é a habitação de Deus (Ap 21:3), enquanto a Babilônia, a grande Meretriz torna-se habitação de demônios e aves imundas, símbolo dos demônios (Mt 13:31-32).

• Isso significa um lugar totalmente destituído de Deus, da sua Palavra e do seu povo.

3. A queda da Babilônia é em razão da sua devassidão moral, espiritual e econômica - v. 2-3

• O sistema religioso e econômico da Babilônia poluiu o mundo inteiro. Esse sistema intoxicou as pessoas do mundo inteiro, levando as pessoas a adorarem o dinheiro e se prostrarem diante de outros deuses. Os homens tornaram-se mais amantes dos prazeres do que de Deus (2 Tm 3:4). Exemplo: o dinheiro é o maior senhor de escravos do mundo. Ele é um deus.

• Os homens embriagados pelo espírito da Babilônia amaram o mundo e as coisas que há no mundo. Foram dominados pela concupiscência dos olhos, da carne e soberba da vida (1 Jo 2:15-17).

• Mas esses prazeres jamais puderam satisfazer o coração dos homens. No dia que esse sistema cair, eles ficarão totalmente desolados.

• Impiedade sempre vem acompanhada de perversão. Quando a religião abandona a verdade, ela entra pela porta da perversão.

II. A VOZ DA SEPARAÇÃO - V. 4-8

1. A ordem de Deus é para sua igreja sair desse sistema do mundo - v. 4

• Em todo o tempo a igreja de Deus deve aparte-se do mal, do sistema do mundo, da falsa religiosidade. No pecado nunca existe verdadeira comunhão. Exemplo: Não ganhamos o mundo sendo igual ao mundo.

• Esse sair não é geográfico. Estamos no mundo, mas não somos do mundo.

• Sair da Babilônia significa não participar dos seus pecados, não ser enganado por suas tentações e seduções.

a) Deus mandou Abraão sair da sua terra e do meio da sua parentela para conhecer e servir o Deus vivo (Gn 12:1).

b) Deus mandou Ló deixou Sodoma antes dela ser destruída pelo fogo (Gn 19:14).

c) Deus mandou Israel sair do Egito e não se misturar com as nações pagas nem adorar os seus deuses.

d) Deus ordenou a sua igreja a afastar-se desse sistema religioso e mundano (2 Co 6:14-7:1).

2. Deus não apenas ordena a igreja a sair da Babilônia, mas dá razões para isso -v. 4-8

a) Para que a igreja não se torne cúmplice de seus pecados (v. 4) -Participar da Babilônia significa ser igual a ela e afundar com ela. O crente não pode torna-se participante dos pecados do mundo. Ele é santo, separado, diferente. Ele é sal e luz. Ele foi resgatado do mundo. Está no mundo, mas não é do mundo. Agora é luz no meio das trevas.

b) Para que a igreja não participe dos flagelos que sobrevirão à Babilônia (v. 4) - Deus pacientemente suportou os pecados da Babilônia. Mas o dia do juízo virá e então, ele sofrerá os flagelos da ira de Deus. Deus a julgará quando o cálice de seus pecados transbordar (v. 5). Os que põem seu coração no mundo sofrerão terríveis conseqüências. Vão ser condenados com o mundo. A Babilônia semeou, ela vai colher!

c) Para que a igreja entenda quais são os critérios do julgamento divino (v. 6-8) - Quais são os pecados específicos que Deus julgará? 1) Orgulho - (v. 7) - A soberba é a porta de entrada da tragédia. O culto de si mesmo é abominável para Deus. Ela não deu a Deus a glória e agora está sendo destruída. O mundo está sempre ostentando sua riqueza, seus banquetes, suas festas, seu brilho. Mas Deus resiste ao soberbo. 2) O culto ao prazer e à luxúria - (v. 7) - O sistema do mundo enxerga os bens matérias e os prazeres do mundo como as coisas mais importantes da vida. Elas trocam Deus pelo prazer. Mas no dia final esses prazeres não poderão satisfazer nem darão segurança.

d) Para que a igreja entenda que o juízo de Deus virá repentinamente (v. 8) - O povo de Deus não demorar-se em sair desse sistema do mundo, porque o juízo de Deus cairá sobre ele repentinamente e desmantelará num só dia (Is 47:9; Jr 50:31). Quando chegar o dia do juízo não haverá escape da ira de Deus. Como diz a Escritura: "Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hb 10:31).

III. A VOZ DE LAMENTAÇÃO - V. 9-19

• Esse parágrafo mostra o lamento dos reis, dos mercadores e dos marinheiros ao verem a derrocada da Babilônia e futilidade de seus investimentos. Ao mesmo tempo, mostra o grito de vitória da igreja de Deus no céu (v. 20). Exemplo: a parábola do rico insensato: Louco, esta noite te pedirão a tua alma e o que tu preparaste para quem será?

1. O lamento dos reis e dos homens poderosos, homens de influência da terra -v. 9-10

• Esses reis são os políticos e aqueles que se renderam às tentações da Babilônia e desfrutaram de seus deleites.

• Babilônia ou Roma aqui é visto como o sistema político que se associou com o mundo. Os políticos governados pela luxúria, ganância e soberba vão ficar amedrontados com esse sistema entrar em colapso e vão chorar e lamentar em alta voz(v. 9,10).

• Roma era o centro do comércio e da política nos dias de João. Era conhecida pela sua extravagância e luxúria. Política e economicamente as pessoas eram dependentes de Roma.

2. O lamento dos mercadores - v. 11-16

• Os mercadores aqui sãos os empresários, negociantes e todos aqueles que têm colocado o coração nas mercadorias e deleites do mundo. Eles choram porque de repente suas mercadorias vão ficar sem valor (Lc 12:16-21). De repente tudo aquilo que lhes proporciona prazer vai desaparecer. Aquilo em que confiam e em que tinham prazer não vai poder salvá-los.

• A Babilônia, o mundo louco pelo prazer, vai ficar completamante desamparado. João cita aqui 30 artigos de luxo. Na contagem o número 4 desempenha um papel importante.

a) Quatro artigos de jóias (v. 11-12) - mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas.

b) Quatro tecidos de luxo (v. 12) - linho finíssimo, púrpura, seda, escarlata. Foi assim que a Meretriz se vestiu (17:4), mas essas coisas não têm valor permanente.

c) Quatro artigos para ornamentação (v. 12) - toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore.

d) Quatro artigos cosméticos (v. 13) - canela de cheiro, incenso, ungüento e bálsamo.

e) Quatro artigos de cozinha (v. 13) - vinho, azeite, flor de farinho e o trigo.

f) Quatro artigos de mercadoria viva (v. 13) - gado e ovelhas, escravos e almas humanas. Os mercadores negociam até mesmo os homens como escravos como se fossem mercadoria. No Império Romano havia 60 milhões de escravos. Fazem tudo e qualquer coisa com o fim de se enriquecerem.

• Esta lista de carregamentos que pertencem à Babilônia e perecem inclui: 1) Reino mineral: ouro, prata, pedras e pérolas; 2) Reino vegetal: linho, seda, púrpura e escarlata; 3) Reino animal: gado, ovelhas e cavalos; 4) Reino humano: os corpos e as almas dos homens. Por isso quando a Babilônia perece o caos econômico é completo. Aqui está a queda de todas as Babilônias. É a queda final do reino do anticristo. É o fim de todas as coisas.

3. O lamento dos homens de navegação - v. 17-19

• Mencionam-se quatro classes: os pilotos, os passageiros dispostos a negociar, os marinheiros e os que ganham a vida no mar, a saber, os exportadores, os importadores, os pescadores e os mergulhadores em busca de pérolas.

O desespero dos ímpios que colocaram sua confiança na riqueza e nos prazeres do mundo - Posto que os homens ímpios colocam toda a sua esperança nas riquezas e prazeres desta vida, quando o mundo e as coisas que há no mundo passarem, eles perecem juntamente com o mundo. A única coisa que vai lhes restar é um doloroso lamento (v. 18-19).

IV. A VOZ DA CELEBRAÇÃO - V. 20-24

1. Em contraste com o lamento dos ímpios, a igreja no céu está celebrando a vindicação da justiça divina - v. 20

• A Babilônia que se embriagou com o sangue dos santos e perseguiu a igreja agora está completamente desamparada. A justiça de Deus foi vindicada. O mundo passa. A Babilônia cai, mas a igreja de Cristo canta.

• Esta celebração não é o grito da vingança pessoal, mas o regozijo pelo justo julgamento de Deus.

2. A ruína total da Babilônia demonstrada - v. 21

• Assim como uma pedra arrojada no fundo do mar, Babilônia cairá para não mais se levantar. Depois da morte vem o juízo e depois do juízo vem a condenação eterna.

4. A Babilônia torna-se o lugar onde todas as coisas boas estarão ausentes - v. 22-23

a) Não tem música - Lá só se ouve voz de lamento, e não voz de harpistas.

b) Não tem arte criadora - Lá não tem artífice.

c) Não tem suprimento - os moinhos já não movem mais. No passado Babilônia era o mercado do mundo. Agora está como deserto.

d) Não tem luz - As trevas são um símbolo da efusão final da ira de Deus. Deus é luz. Condenação eterna é ir para as trevas eternas, trevas exteriores. Essas trevas espessas durarão eternamente.

e) Não tem relação de amor - Não tem casamento, nem poesia, nem sonhos.

5. Babilônia, o sistema destruído do mundo, é um símbolo da oposição a Deus e à sua igreja - v. 23b-24

• Babilônia é a sede da feitiçaria, o espírito que substitui Deus por magias e também o centro de perseguição à igreja, onde os profetas e santos foram mortos.

• O ponto principal que devemos observar é que este mundo arrogante e sedento de prazer, perecerá com todas suas riquezas e prazeres sedutores, com toda a sua cultura e filosofia anticristãs, com suas multidões que têm abandonado a Deus e vivido conforme os desejos da carne. Os ímpios sofrerão penalidade eterna. Assim Deus disse, assim Deus fará.

CONCLUSÃO 1. No capítulo 17 vimos que a Babilônia como a grande Meretriz, a religião prostituída e apóstata foi destruída.

2. No capítulo 18 vimos que a Babilônia como sistema político e econômico que se substitui Deus pelo dinheiro, poder e prazer entrou em colapso.

3. O mundo que tem zombado da igreja, que ridicularizado a igreja, que tem seduzido os homens e perseguido a igreja já está com sua derrotada decretada.

4. A grande pergunta é: Você é um cidadão da grande Babilônia, a cidade condenada ou cidadão da Nova Jerusalém, cidadão do céu?

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