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5 de abr. de 2010

A Meretriz

APOCALIPSE 17:1-18

TEMA: ASCENÇÃO E QUEDA DA GRANDE MERETRIZ

5. O capítulo 17 nos aponta três quadros: O primeiro faz uma descrição da grande meretriz. O segundo, descreve a besta. O terceiro, fala da vitória de Cristo e da sua igreja.

I. A DESCRIÇÃO DA GRANDE MERETRIZ - V. 1-6,18

1. O contraste entre a noiva e a meretriz e a nova Jerusalém e a grande Babilônia

• João recebe uma visão (17:1) e ele pode contrastar essa visão com outra (21:9). Ele é chamado para ver a queda da falsa igreja e o triunfo da igreja verdadeira.

• O diabo sempre tentou imitar a Deus. Assim é que temos o contraste entre a noiva e a meretriz, a cidade santa e a grande Babilônia. A noiva fala da igreja verdadeira, a meretriz da igreja apóstata. A Babilônia fala da cidade do mundo, a nova Jerusalém da cidade de Deus.

• As duas figuras representam a mesma coisa: a mulher e a cidade. Ambas as figuras representam a falsa igreja.

• A mulher aqui descrita é o sistema eclesiástico de Satanás. Todos os sistemas idolatras são meretrizes, suas filhas.

• A grande Babilônia não é apenas uma cidade, mas também é a grande meretriz. A Babilônia já havia sido mencionada (14:8; 16:19). Em ambas sua queda já havia sido prevista.

2. A grande meretriz é conhecida pela sua influência mundial - v. 1,15

• A religião prostituída está presente em todos os povos. Onde Deus tem uma igreja verdadeira, Satanás levanta a sua sinagoga.

• A Babilônia não é apenas cultura sem Deus, mas também cultura contra Cristo. Ela sempre entra em conflito com seguidores do Cordeiro. Ela sempre tomará um rumo anticristão se a igreja for verdadeiramente igreja.

3. A grande meretriz é conhecida pela sua riqueza - v. 4

• Suas vestes são de escarlate. Está adornada de ouro e pedras preciosas e pérolas. Ela segura em sua mão um cálice de ouro. A religião prostituída, o mundo, faz ostentação da sua riqueza e do seu luxo.

• Este quadro é uma descrição perfeita do mundo à parte de Cristo, blasonando de sua riqueza, de sua alimentação, de seus banquetes, de seus carros, de seu equipamento, de seu vestuário e de toda a sua beleza e glória.

• A meretriz é atraente e repulsiva ao mesmo tempo. De baixo de suas vestes de púrpura esconde suas abominações repulsivas.

4. A grande meretriz é conhecida pela sua sedução - v. 2,4,5

• A igreja falsa sempre se uniu aos reis e governos mundanos numa relação devassa. O estado sempre procurou se unir à religião para conseguir os seus propósitos.

• Essa meretriz não se prostitui apenas com os reis, mas dá a beber do vinho da sua devassidão a todos os habitantes da terra. Ela é uma religião popular. Ela atrai as multidões. Ela não impõe limites.

• As heresias, o liberalismo e sincretismo são expressões dessa grande meretriz que seduz os homens a viverem na impiedade e na devassidão.

• O copo é de ouro, mas no interior do corpo tem devassidão (v. 4b). O que isso significa: As revistas pornográficas, o luxo, a fama, o poder mundano, as concupiscências da carne.

• Os governos anticristãos não destróem todos os edifícios da igreja, mudam alguns deles em lugares de diversão mundana. O mundo ao mesmo tempo em que seduz os ímpios, persegue os cristãos. A ordem de Deus para os fiéis é sair do meio dela (Ap 18:4).

5. A grande meretriz é conhecida pela sua violência - v. 6

• A meretriz que vive no luxo tem duas armas: sedução e perseguição. Ele seduz, mas também mata. Ela atrai, mas também destrói. Ela está embriagada não de vinho, mas do sangue dos santos e dos mártires. Não podemos fazer distinção entre o sangue dos santos e o sangue dos mártires. Eles são santos porque pertencem a Deus; são mártires porque morreram por ele.

• A Babilônia foi Roma, foi a Roma papal, é o mundo em todo tempo, em todo lugar que seduz e destrói aqueles que amam a Deus. A meretriz é aquela que sempre se opõe à Noiva.

• A meretriz sempre quis destruir a Noiva do Cordeiro. Ela tem perseguido e matado muitos crentes ao longo da história.

• Essa meretriz era Roma nos dias de João (Ap 17:18). Os santos eram despedaçados em seus circos para a diversão e passatempo do público. Depois vieram as fogueiras inquisitoriais e os massacres dos governos totalitários. 150.000 pessoas morreram pelas mãos da inquisição somente em trinta anos. Desde o princípio da Ordem dos Jesuítas em 1540, supõe-se que 900.000 pessoas pereceram sob a crueldade papal.

6. A grande meretriz está associada com a besta - v. 3

A igreja apóstata vai se aliar à besta. Ela está sentada sobre os povos (v. 1) e sobre a besta (v. 3) sobre os quais a besta governa (Ap 13:7-8).

• A besta é o movimento perseguidor anticristão durante toda a história, personificado em sucessivos impérios mundiais. A besta é passada, presente e futura.

• A meretriz representa o mundo como o centro de sedução anticristã em qualquer momento da história.

• Essa meretriz é personificada como a cidade de Roma na época de João (Ap 17:18). A cidade imperial atraia com seus prazeres os reis das nações. Roma era uma cidade louca pelos prazeres.

• No fim, a besta vai se voltar contra essa própria igreja apóstata para destruí-la, visto que desejará ser adorada como se fosse Deus (v. 16).

II. A DESCRIÇÃO DA BESTA - V. 7-17

1. A besta que João vê é a mesma que emergiu da terra - v. 7-8

• Essa besta recebe o trono do dragão, seu poder e autoridade. Essa besta é temida e ninguém é considerado capaz de enfrentá-la. Essa besta recebe adoração de pessoas de todos os povos e nações. Essa besta é um sistema de governo anticristão e uma pessoa.

• A besta é uma expressão de todo o governo anticristão que persegue a igreja ao longo dos séculos e será um homem escatológico que receberá o poder do dragão para governar um breve tempo.

2. A besta tem algumas características distintivas

a) A besta era, não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição (v. 8) - A besta foi a personificação dos grandes impérios do passado. Já não é porque esses impérios caíram. Está para emergir porque antes da segunda vinda, o anticristo se levantará para caminhar para a destruição.

b) As sete cabeças da besta são sete montes e também sete reis (v. 9) - Ao mesmo tempo em que João descreve tanto o anticristo como a meretriz como Roma (v. 9,18). A Roma imperial era a expressão do governo anticristão, que age com sedução e violência. MAS João olha para o anticristo e vê nele também sete reis, ou sete reinos mundiais anticristãos: Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Império Romano, Reino do anticristo.

c) Cinco reinos caíram, um existe, e outro ainda não chegou e quando chegar terá que durar pouco (v. 10) - Os cinco primeiros impérios já caíram. Agora João vê o Império Romano. Mas o reino do anticristo escatológico ainda não chegou e quando chegar vai durar pouco. Os Reformadores entenderam que essa sétima cabeça é o Papado Romano.

d) Os dez chifres são dez reis (v. 12-13) - Esses reis são um símbolo de todos os reinos do mundo que darão suporte para o levantamento do anticristo, para se levantar contra Cristo e sua igreja.

3. A besta se voltará contra a meretriz para destruí-la - v. 16

• Aqui o quadro muda. Por uma razão não explicada se forma uma espécie de guerra civil na sede da besta. A besta e os dez reis se voltam contra a meretriz para devastá-la. É uma espécie de caos entre os inimigos de Deus, quando eles se levantam para se destruírem (Ez 38:21).

• O mundo vai destruir a si mesmo. O reino de Satanás vai estar dividido contra si mesmo e não vai prevalecer. Os homens estarão desiludidos com os seus próprios prazeres.

• Babilônia será despida, ridicularizada e exibida em toda a sua imundícia como bruxa que ela realmente é. A maquiagem e o adorno serão tirados, e ela será exibida em sua terrível nudez e imundícia. A Babilônia vai cair! (Ap 18:2).

• Os homens vão estar enfatuados com seus prazeres, mas também não se voltarão para Deus e por isso serão destruídos. Os prazeres do mundo passam. Eles não satisfazem a alma.

• O sistema do mundo entrará em colapso. Os dez reis marcharão primeiro com a besta para a batalha final contra o Cordeiro. Batidos pelo Cordeiro (v. 14), eles se voltam com fúria cega contra a mulher, a fim de dilacerar aquela que até aqui carregaram com admiração (v. 2). A derrota diante de Cristo, portanto, é seguida da autodestruição do mundo anticristão. Assim, o mundo em discórdia contra o Cordeiro, cai em discórdia contra si mesmo.

4. A soberania de Deus domina até mesmo sobre os seus inimigos - v. 17

• A soberania de Deus é absoluta no universo. Os reis da terra e até mesmo a besta estão debaixo da soberania absoluta de Deus. Ele traz esses inimigos com anzóis em seus queixos para que eles bebam do cálice da sua ira e sofram a sentença do seu juízo eterno.

III. A DESCRIÇÃO DA VITÓRIA DE CRISTO E DA IGREJA - V. 8,14

1. A vitória de Cristo é devida ao seu sacrifício - v. 14

• Cristo é o Cordeiro. O cordeiro foi morto e comprou com o seu sangue aqueles que procedem de toda tribo, povo, língua e nação (Ap 5:9). A igreja vence o dragão pelo sangue do Cordeiro (Ap 12:11). O Cordeiro de Deus é vencedor em todas as batalhas. Cristo saiu vencendo e para vencer.

2. A vitória de Cristo é devida à sua suprema posição - v. 14

• Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Seu nome é acima de todo nome. Diante dele todo joelho precisa se dobrar. Quando ele vier na sua glória vai matar o anticristo com o sopro da sua boca (Ap 11:11-19; 16:14-21; 19:11-21; 2 Ts 2:8).

• Pode parecer que durante algum tempo as forças anticristãs pareçam estar ganhando o domínio (Ap 11:7; 13:7), mas quando o anticristo estiver parecendo vitorioso, sua derrota será fragorosa e final.

3. A vitória de Cristo será completa sobre todos os seus inimigos — v. 8-11, 12-14,15-16.

• A felicidade dos ímpios despedaça-se como felicidade falsa. João vê o fim da besta (v. 8-11), o fim dos dez reis (v. 12-14) e o fim da mulher meretriz (v. 15-16).

• Apocalipse 19:20 mostram que tanto o anticristo como o falso profeta serão lançados no lago do fogo.

4. A igreja vencerá junto com Cristo - v. 8,14

• A igreja é a Noiva do Cordeiro. Ela é a cidade santa. A igreja vence o dragão, a meretriz e a besta. A igreja é mais do que vencedora. Embora, algumas vezes, é uma igreja mártir, mas sempre uma igreja vencedora!

• Se a besta tem os seus selados, que vão perecer com ela. Cristo também tem os seus selados, cujos nomes estão escritos no Livro da Vida e vão reinar para sempre com ele.

• A igreja não é apenas um grupo de chamados e eleitos, mas também de fiéis. A prova da eleição é a fidelidade a Cristo. Quem não é fiel não dá provas de que é eleito.

CONCLUSÃO

1. Os prazeres do mundo terminam em desilusão, fracasso, ruína, derrota e perdição eterna.

2. Aqueles que se deixam seduzir pela riqueza, prazeres do mundo, ao fim, estarão fascinados pela besta em vez de serem seguidores do Cordeiro.

3. Aqueles cujos nomes estão escritos no livro da Vida enfrentarão vitoriosamente quer a sedução do mundo, quer a violência do mundo. Eles vencerão com o Cordeiro.

4. A vitória de Cristo é completa e final!

15 de jan. de 2010

APC 15 TEMA: OS ANJOS PREPARÃO SUAS TAÇAS DA IRA DE DEUS.

I. A CONEXÃO ENTRE AS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS E AS SETE TROMBETAS DE DEUS - V.l

1. As trombetas advertem, as taças consumam a cólera de Deus - v. 1

• Através de toda a história do mundo se manifesta repetidas vezes a ira final de Deus; ora toca a essa pessoa, depois aquela. A ira de Deus se derrama sobre os impenitentes (Ap 9:21; 16:9).

• As trombetas advertem, as taças são derramadas. Esses impenitentes são aqueles que receberam a marca da besta (Ap 13:16; 16:2). Esses são aqueles que adoram o dragão e são dominados pelas duas bestas e pela Babilônia, a grande meretriz.

• Nas trombetas apenas um terço da terra, do mar, dos rios, do sol, dos homens são atingidos, mas nas taças a ira de Deus se consuma (Ap 15:1).

2. Tanto as trombetas como as taças referem-se ao mesmo período

• Já temos visto que todas as sete seções paralelas referem-se ao mesmo período, ou seja, o tempo que vai da primeira à segunda vinda de Cristo.

• A medida que avançamos para o fim, as cenas vão se tornando mais fortes e o juízo de Deus mais claro.

3. Tanto as trombetas como as taças terminam com uma cena do juízo final

No capítulo 14:14-20, vimos a cena da colheita do trigo e a vindima dos ímpios esmagados no lagar da ira de Deus. No capítulo 16:15-21 temos uma clara cena do juízo final. As seis primeiras taças se referem a uma série de acontecimentos que precedem o juízo final.

4. Tanto a quarta seção, quanto a quinta começam de forma muito semelhante (12:1; 15:1)

• Se a quarta seção começa com o nascimento de Cristo e avança até a cena do juízo final, então, somos levados a crer que a quinta seção (15-16), também cobrem todo o período da primeira à segunda vinda de Cristo.

5. Tanto a quarta seção, quanto a quinta, tratam dos mesmos inimigos da igreja

• As mesmas forças de maldade que encontramos nos capítulos 12 a 14: o dragão, a besta que sobe do mar, a besta que sobe da terra, o falso profeta são os inimigos que a igreja está enfrentando aqui nesta quinta seção (16:13).

• Portanto, somos levados a crer que essa seção das sete taças, atravessam o mesmo período da história compreendido pelas outras seções.

6. Não obstante, as sete taças compreendam todo o período da igreja, elas apontam e aplicam-se especialmente ao dia do juízo e às condições que o procedem imediatamente.

• As trombetas são juízos parciais. São alertas de Deus. São avisos solenes de Deus, que na sua ira, lembra-se da misericórdia. Mas as taças falam da ira sem mistura, da consumação da cólera de Deus.

II. UMA VISÃO DA IGREJA NA GLORIA ANTES DA DESCRIÇÃO TERRÍVEL DOS ÍMPIOS DEBAIXO DA IRA DE DEUS - V. 2-4

1. João vê os sete anjos preparados para derramar sobre o mundo as sete taças da sua ira consumada - v. 1 • Sete é o número da perfeição de Deus. São sete anjos, com sete taças. Esses são anjos do juízo. Eles trazem os últimos flagelos para os ímpios. Agora não é mais tempo de oportunidade. A medida dos ímpios transbordou. Chegou o juízo. É a consumação da ira de Deus.

2. Antes dos anjos derramarem os flagelos finais sobre os ímpios, João vê a igreja na glória - v. 2 • João vê um mar. Na praia, ele vê uma multidão vitoriosa. Essa multidão é composta dos vencedores da besta e eles estão cantando, enquanto os seguidores da besta estão atormentados (15:2; 16:10,11).

a) Onde está esse mar de vidro? Diante de trono (Ap 4:6), no céu. A igreja está no céu, na glória. Esse mar de vidro simboliza a retidão transparente de Deus revelada por meio de seus juízos sobre os ímpios.

b) Quem é essa multidão? Os vencedores da besta. Eles venceram a besta sendo mortos por ela. Se tivessem conservado a vida e sido infiéis na fé teriam sido derrotados. Assim, os vencedores da besta são aqueles que amaram mais o Senhor do que suas próprias vidas. "Viva te vencerei, morta vencer-te-ei ainda mais? (Blandina). São todos os remidos ao longo dos séculos. São os 144.000 (7:4) ou a multidão inumerável (7:9). Jesus disse que quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á.

c) O que essa multidão está fazendo? Ela está com harpas de Deus, entoando um hino de glória ao Senhor, todo poderoso (Ap 5:8). Essa música é o mesmo novo cântico que ninguém podia aprender, senão os 144.000 (14:3). No céu há muita música. A música do céu glorifica tão somente o Senhor. Vamos nos unir aos coros angelicais e cantar ao Senhor para sempre.

d) Que música essa multidão está cantando? O cântico de Moisés e do Cordeiro. O êxodo é um símbolo e tipo da redenção que temos em Cristo. Assim como Moisés triunfou sobre Faraó e suas hostes, a igreja triunfa sobre o diabo e suas hostes. Esse é um cântico de vitória! Assim como Moisés tributou a vitória a Deus (Ex 15:1-3), os remidos também o fazem (Ap 15:3-4).

3. Antes de João escutar as blasfêmias dos ímpios, ele ouve o cântico dos remidos-15:3-4; 16:10-11

• Quais são as características do cântico vitorioso dos remidos? Os mártires não cantam sobre si mesmos e como venceram a besta. Antes, eles estão totalmente concentrados em glorificar a Deus.

• O céu o lugar onde os homens são capazes de esquecerem de si mesmos, de seus títulos, conquistas e vitórias e recordar somente a Deus. Quando você contempla a Deus na sua glória, nada mais importa.

• Diante da glória de Deus, os mártires esquecem-se de si mesmos e exaltam somente o Senhor. No céu entenderemos que nada mais importa, exceto Deus.

a) Esse cântico exalta a Pessoa de Deus 1) Deus é Senhor Todo-Poderoso (v. 3)- Isto está em contraste ao trono de Dragão, seu poder e autoridade (13:2) e grande e universal poder da besta (13:4,7,8). O diabo é poderoso, mas só Deus é o Senhor Todo-poderoso. Só ele recebe exaltação para sempre.

2) Deus é o Rei das Nações (v. 3) - O rei das nações não é a besta (13:7), mas o Senhor Todo-poderoso (15:3).

3) Deus é temível e digno de glória (v. 4) - A grande pergunta era "quem é como a besta? Agora, a questão é: "quem não temerá e não glorificará o teu nome?" É o temor irrestrito, acima de qualquer respeito a governantes terrenos (At 4:19; 5:29).

4) Deus é Santo (v. 4) - A santidade de Deus é única, singular e é ela que atrai todas as nações.

b) Esse cântico exalta as obras de Deus 1) Elas são grandes e admiráveis (v. 3) - O universo está nas mãos do Senhor. Ele é quem redime o seu povo e quem castiga os ímpios. Deus é inescapável. Quando ele age ninguém pode impedir a sua mão. 2) Os atos de justiça de Deus se fizeram manifestos (v. 4) - Deus vindicou a sua justiça quando remiu os seus eleitos por meio do sacrifício do seu Filho e vindicou sua justiça condenando os impenitentes à condenação eterna.

c) Esse cântico exalta os caminhos de Deus 1) Eles são justos e verdadeiros (v. 3) - Os caminhos de Deus são a forma de Deus agir. Ele nunca pode ser acusado de injustiça nem de meios ilegítimos. Seus caminhos são justos e verdadeiros tanto na salvação dos eleitos, como na punição dos impenitentes. Os ímpios foram avisados pelas trombetas, mas não se arrependeram. Assim, os flagelos finais sobre os ímpios serão absolutamente justos.

d) Esse cântico exalta o triunfo final de Deus 1) Todas as nações virão e adorarão diante dele (v. 4) -Isto está em contraste com a adoração universal da besta (13:7-8). As nações vão se prostrar diante do Deus Todo-poderoso. Todo joelho vai se curvar diante de Jesus (Fp 2:8-11). Só ele é exaltado eternamente.

III. OS ANJOS DOS ÚLTIMOS FLAGELOS SE PREPARAM PARA AGIR -V. 5-8

1. Os sete anjos do flagelo saem do Santuário de Deus - v. 5-6

• O santuário era o lugar da habitação de Deus com o povo (Ex 25:8). No lugar santíssimo ficava a arca com as Tábuas da Lei. Isso significa que os anjos saem do lugar onde ficava a Lei de Deus. Saem para demonstrar como funciona a Lei de Deus. Saem para demonstrar mediante a vingança divina que nenhum homem ou nação pode desafiar impunemente a vontade de Deus. Ninguém pode desobedecer a Lei de Deus sem sofrer o castigo da Lei.

• Aqui "Santuário" designa morada de Deus, o céu. Esses anjos vem da presença de Deus e servem a Deus quando derramam os juízos. A igreja jamais deve duvidar disso.

2. Os sete anjos são ministros agentes de Deus - v. 6b

• As vestimentas dos anjos simbolizam três coisas:

a) Essas vestes eram peculiares dos sacerdotes - O sacerdote era uma espécie de intermediário entre Deus e os homens. Ele representava Deus diante dos homens. Esses anjos vem ao mundo como representantes da ira vingadora de Deus.

b) Essas vestes eram peculiares dos reis - Esses anjos vêm a terra para derramar os flagelos finais da ira de Deus com o poder do Rei dos reis.

c) Essas vestes eram peculiares dos habitantes do céu - Os anjos são habitantes do céu que vêm à terra para executar os decretos de Deus.

3. Os cálices de ouro que os anjos trazem estão cheios da ira de Deus - v. 7

• Essas sete taças da ira de Deus estão cheias e elas atingem o mundo inteiro: a terra, o mar, os rios, os astros, os homens, o ar. Ninguém pode esconder-se do Deus irado. Esse dia será dia de trevas e não de luz. Os homens desmaiarão de terror.

• A justiça de Deus é vingar as injustiças dos homens e ninguém pode deter esse juízo nem desviá-lo.

• Aqui não são catástrofes naturais nem os anjos maus que afligem os ímpios, mas o próprio Deus irado.

4. Os anjos do juízo saem do santuário cheio da fumaça inacessível da glória de Deus - v. 8

• Quando o tabernáculo ficou pronto no deserto a glória de Deus o encheu (Ex 40:34-35), e Moisés não pode entrar. Quando o templo de Salomão foi consagrado, a glória de Deus o encheu (1 Rs 8:10-11) e os sacerdotes não puderam entrar. Quando Isaías viu a Deus no santuário, a glória de Deus o encheu (Is 6:4), e as bases do limiar se moveram. Quando Ezequiel viu a glória de Deus encher o templo ele caiu com o rosto em terra (Ez 44:4).

• Essa idéia do Santuário cheio de fumaça, sugere duas idéias:

a) Os propósitos de Deus serão obscuros para os homens -Eles não podem entender nem penetrar nos inescrutáveis planos de Deus.

b) A glória de Deus torna-se inacessível - Agora Deus está inacessível para tudo o mais. O mesmo templo que era lugar de encontro com Deus, agora está fechado, inacessível. Agora não tem mais tempo. Não há mais intercessão. Chegou a hora final. É a consumação da cólera de Deus. É o dia do juízo, quando a ira sem mistura será derramada sobre os ímpios (14:10). Qualquer oposição à sua glória será destroçada.

CONCLUSÃO

1. Estes flagelos são a resposta de Deus ao último e maior esforço de Satanás para derrubar o governo divino.

2. Aqueles que parecem escapar agora do juízo dos homens e de Deus, jamais escaparão do juízo final de Deus.

3. Devemos nos voltar para Deus agora, enquanto é tempo, enquanto ele está perto. Chegará o dia em que será tarde demais.

4. Enquanto o mundo está maduro para o juízo, o mundo de Deus, a Palavra de Deus, e o povo de Deus estão cheios de canções de adoração ao Senhor. A criação foi celebrada com música. O nascimento de Jesus foi celebrado com música. A volta de Jesus será celebrada com música.

27 de nov. de 2009

as Bestas (O homem da Iniquidade)

APOC 13:1-18 TEMA: O ANTICRISTO, O AGENTE DE SATANÁS
INTRODUÇÃO 1. A pretensão do anticristo - Satanás, embora derrotado (Ap 12), ainda recebe permissão para perseguir a igreja com sua fúria mais terrível. Ele sempre quis imitar a Deus. O dragão quis ser igual a Deus, numa tentativa de imitar a Deus Pai. A besta que surge da terra, o Anticristo tentará imitar Jesus Cristo. Como o Filho encarnou-se, morreu e ressuscitou, o Anticristo - será uma espécie de encarnação de Satanás, que passará por uma experiência de morte e um simulacro da ressurreição. A besta que surge da terra, o falso profeta, levará os homens a adorarem a primeira besta, numa tentativa de imitar o Espírito Santo que leva os homens a adorarem a Cristo. A Grande Meretriz, a falsa igreja, é uma imitação da Mulher Celestial, da Noiva do Cordeiro, a igreja fiel.Onde quer que um poder civil despótico dê as mãos a alguma religião falsa, aí temos uma reprodução dessas duas bestas.
2. O tempo da aparição do anticristo - Embora o mistério da iniqüidade já esteja operando (2 Ts 2:7), o anticristo como pessoa que encarnará o poder dos reinos ímpios e também todo o poder de Satanás, emergirá no breve tempo do fim, visto na Bíblia de várias formas: a) A apostasia (2 Ts 2:3); b) A grande tribulação (Mt 24:21-22); c) A revelação do homem da iniqüidade (2 Ts 2:3); d) O pouco tempo de Satanás (Ap 20:3).
I. AS VÁRIAS FACETAS DO ANTICRISTO
1. O anticristo no Livro de Daniel a) Dn 7:1-6,17-18 - O anticristo é representado inicialmente não como uma pessoa, mas como quatro reinos (leão, urso, leopardo e outro terrível) - Os impérios da Babilônia, Medo-Persa, Grego e Romano.
b) Dn 7:21,25 - 1) Antíoco Epifanes - profanou o templo quando o consagrou ao deus grego Zeus e mais tarde sacrificou porcos no altar do templo.
2. O anticristo no Ensino de Jesus a) Mt 24:15-28 -1)0 anticristo é visto como o imperador romano Tito que no ano 70 d.C, destruiu a cidade de Jerusalém e o templo (v. 15-20), 2) O anticristo é visto como um personagem escatológico (v. 21-22). A profecia bíblica vai se cumprindo historicamente e avança para a sua consumação final.
3. O anticristo nas Cartas de João a) Definição - A palavra "anticristo" = cristo substituto ou cristo rival. Ele será um adversário jurado de Cristo.
b) 1 Jo 4:2-3 - O termo anticristo é usado em um sentido impessoal.
c) 1 Jo 2:22; 2 Jo 7 - João refere-se ao anticristo de forma pessoal. Mas João vê o anticristo como uma pessoa que já está presente, ou seja, como alguém que representa a um grupo de pessoas. Assim, o anticristo é um termo utilizado para descobrir uma quantidade de gente que sustenta uma heresia fatal.
d) 1 Jo 2:28 - João fala tanto do anticristo que virá e do anticristo que já está presente. Assim, João esperava um anticristo que viria no tempo do fim - Os anticristos são precursores do Anticristo.
e) Conclusão sobre o entendimento de João sobre o anticristo - Para João o anticristo sempre esteve presente nos seus precursores, mas ele se levantará no tempo do fim como expressão máxima da oposição a Cristo e sua igreja.
4.O anticristo como o homem do pecado na teologia de Paulo- 2 Ts 2:1-12
a) Surgirá da grande apostasia (v. 3); b) Será uma pessoa (v. 3);
c) Será objeto de adoração (v. 4); d) Usará milagres falsos (v. 9);
e) Só pode ser revelado depois que aquilo e aquele que o detém for removido (v. 6,7); f) Será totalmente derrotado por Cristo (v. 8);
II. A DESCRIÇÃO DO ANTICRISTO - (Ap 13:1-18)
1. Sua ascensão se dará num tempo de muita turbulência - v. 1
• "Vi emergir do mar uma besta" (v. 1). O que significa isso? As águas do mar são multidões, as nações e os povos na sua turbulência político-social (Ap 17:5). As águas são símbolo das nações não regeneradas em sua agitação (Is 57:20). Antes do levantamento do anticristo, o mundo estará em desespero, num beco sem saída. Ele emerge desse caos. O pequeno chifre de Daniel, o homem de desolação citado por Jesus, o homem da iniqüidade citado por Paulo, o anticristo citado por João e a besta que emerge do mar são a mesma pessoa. Esse personagem encarnou-se na figura dos imperadores (Dominus et Deus) e também em outros reis e reinos despóticos, mas se apresentará no fim como o anticristo escatológico. Ele com seu grande poder vai seduzir as pessoas e conquistar as nações.
a) Ele se levantará num contexto de grandes convulsões naturais - Terremotos, epidemias e fomes.
b) Ele aparecerá num tempo de grande convulsão social -Será um tempo de guerras e rumores de guerras, onde reinos se levantarão contra reinos. O mundo será um campo de guerra.
c) Ele surgirá num tempo de profunda inquietação religiosa - Ele brotará do ventre da grande apostasia. Os homens obedecerão ensinos de demônios. Os falsos mestres e os falsos cristos estarão sendo recebidos com entusiasmo. Nesse tempo haverá duas igrejas: a apóstata e a fiel.
d) Ele surgirá oferecendo solução aos problemas mundiais - O mundo estará seduzido pelo seu poder. Os homens estarão dizendo: "Paz, paz", quando lhes sobrevirá repentina destruição. O historiador Arnold Toynbee disse:
"O mundo está pronto para endeusar qualquer novo César que consiga dar à sociedade caótica unidade e paz". e) Ele surgirá num tempo de profunda desatenção à voz do juízo de Deus (Mt 24:37-39) - Esse tempo será como nos dias de Noé.
2. Ele incorpora todo o poder, força e crueldade dos grandes impérios do passado (v.2)
a) Daniel viu quatro animais ferozes, representando quatro reinos - A força anticristã foi vista por Daniel como quatro reinos que dominaram o mundo (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma).
b) O Anticristo incorpora todo o poder dos impérios anticristãos - O anticristo é o braço de Satanás, enquanto o falso profeta é a mente de Satanás. Ele será um ser totalmente mau, prodigiosamente conquistador. Ele terá a ferocidade do leão, a força do urso e velocidade do leopardo. A besta que sobe do mar simboliza o poder perseguidor de Satanás incorporado em todas as nações e governos do mundo através de toda a história. Essa besta toma diferentes formas. No fim se manifestará na pessoa do homem da iniqüidade.
3. Ele agirá no poder de Satanás (v. 2-4; 2 Ts 2:9,10).
a) O anticristo vai manifestar-se com um grande milagre (v. 3) - Ele vai distinguir-se como uma pessoa sobrenatural, por um ato que será um simulacro da ressurreição. Esse fato é tão importante que João o registra três vezes (v. 3,12,14). Certamente não será uma genuína ressurreição dentre os mortos, mas será o simulacro da ressurreição, produzido por Satanás. O propósito dessa misteriosa transação será conceder a Satanás um corpo. Satanás governará em pessoa. O anticristo será uma espécie de encarnação de Satanás. O maioria dos estudiosos vê nessa figura a lenda do Nero redivivo. Nero se suicidou em 68 d.C, em um ano no meio de golpes surgiram 4 imperadores: Galba, Oto, Vitélio e finalmente Vespasiano. Depois surgiu a lenda de que Nero não tinha morrido, mas escapado para o oriente, e que voltaria em triunfo. No tempo de João, Domiciano foi chamado o segundo Nero.
b) O anticristo vai realizar grandes milagres (2 Ts 2:9,10) -"Ora o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira". Hoje vivemos numa sociedade ávida por milagres. As pessoas andam atrás de sinais e serão facilmente enganadas pelo anticristo.
c) O anticristo vai ditar e disseminar falsos ensinos (2 Ts 2:11) - Nesse tempo os homens não suportarão a sã doutrina (2 Tm 4:3), mas obedecerão a ensinos de demônios (1 Tm 4:11. As seitas heréticas. : misticismo e o sincretismo de muitas igrejas pavimentam o caminho para a chegada do anticristo.
d) O anticristo vai governar na força de Satanás (Ap 13:2) - "Deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade". Na verdade quem vai mandar é Satanás. Os governos subjugados por ele vão estar sujeitos a Satanás. Será o pouco tempo de Satanás. O período da grande tribulação. O governo do anticristo vai ser universal, pois o Satanás é o príncipe deste mundo. O mundo inteiro jaz no maligno. Aquele reino que Satanás ofereceu a Cristo, o anticristo o aceitará. Ele vai dominar sobre as nações. "Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação" (Ap 13:7). O governo universal do anticristo será extremamente cruel e controlador (Ap 13:16,17). O seu poder será irresistível (Ap 13:4). A grande pergunta será: "Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?"
e) O anticristo vai se tornar irresistível (v. 4) - Ele será singular e irresistível. Terá a aparência de um inimigo invencível. Contra Deus e os santos que estão no céu vai blasfemar (v. 6). Contra a igreja que estará na terra, ele vai perseguir e matar (v. 7,15b).
4. Ele será objeto de adoração em toda a terra (Ap 13:3,4,8,12; 2 Ts 2:4)
a) A adoração ao anticristo é o mesmo que adoração a Satanás (v. 4) - Adoração é um tema central no livro de Apocalipse: a noiva está adorando o Cordeiro, e a igreja apóstata está adorando o dragão e o anticristo. O mundo está ensaiando essa adoração aberta ao anticristo. e Satanás. O Satanismo e o ocultismo estão em alta: As seitas esotéricas crescem. A Nova Era proclama a chegada de um novo tempo, em que o homem vai curvar-se diante do "Maitrea", o grande líder mundial. A adoração de ídolos é uma espécie de adoração de demônios (1 Co 10:19,20). A necromancia é uma adoração de demônios. O grande e último plano do anticristo é levar seus súditos a adorarem a Satanás (Ap 13:3,4). Esse será o período da grande apostasia. Nesse tempo os homens não suportarão a verdade de Deus e obedecerão a ensinos de demônios. O Humanismo idolátrico - O endeusamento do homem e sua conseqüente veneração é uma prática satânica. Adoração ao homem e adoração a Satanás são a mesma coisa.
b) O anticristo fará forte oposição a toda adoração que não seja a ele mesmo (2 Ts 2:4) - Ele vai se opor e se levantar contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto. Assim agiram os imperadores romanos que viam no culto ao imperador o elo de união e fidelidade dos súditos do império. Deixar de adorar o imperador era infidelidade ao Estado. O anticristo também se assentará no templo de Deus, como Deus, fazendo-se passar por Deus. Ele vai usurpar a honra e a glória só devida a Deus.
c) A adoração do anticristo será universal (Ap 13:8,16) - Diz o apóstolo João que "adorá-lo-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro". Satanás vai tentar imitar Deus também nesse aspecto. Ao saber que Deus tem os seus selados, ele também selará os seus com a marca da besta (Ap 13:8, 16-18). Todas as classes sociais se acotovelarão para entrar nessa igreja apóstata e receber a marca da besta (13:16).
d) O anticristo perseguirá de forma cruel aqueles que se recusarem a adorá-lo (Ap 13:7,15) - Esse será um tempo de grande angústia (Jr 30:7; Dn 12:1; Mt 24:21-22). A igreja de Cristo nesse tempo será uma igreja mártir (13:7,10). Mas os crentes fiéis vão vencer o diabo e o anticristo, preferindo morrer a apostatar (Ap 12:11).
5. Ele fará oposição aberta a Deus e à igreja de Cristo Ap 13:6,7; 2 Ts 2:4
a) O anticristo será um opositor consumado de Deus (Dn 7:25; 11:36; 2 Ts 2:4; 1 Jo 2:2; Ap 13:6) - "Proferirá palavras contra o Altíssimo"; "contra o Deus dos deuses, falará coisas incríveis". O apóstolo Paulo diz que ele "se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus". João declara: "e abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome". Diz ainda: "Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho". O anticristo vai usar todas as suas armas para ridicularizar o nome de Deus. Ele vai fazer chacota com o nome do Altíssimo.
b) O anticristo fará violenta e esmagadora oposição contra a igreja (Dn 7:25; 7:21; Ap 12:11; 13:7) - "Ele magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos". "Ele fará guerra contra os santos e prevalecerá contra eles". Mas, mediante a morte os santos o vencerão (Ap 12:11). João diz: "Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse" (13:7). O anticristo se levantará contra a igreja, contra o culto e contra toda expressão de fidelidade a Deus. Esse será o ponto mais intenso da grande tribulação (Mt 24:15-22).
6. O anticristo será apoiado pela segunda besta, o falso profeta (Ap 13:11-18: 16:13; 19:20
a) A segunda besta seduzirá o mundo inteiro a adorar a primeira besta (Ap 13:11-15) - Se a primeira besta é o braço de Satanás, a segunda é a mente de Satanás. Ela e o falso profeta. A primeira besta age no campo político, a segunda no campo religioso. O Falso Profeta vai preparar o terreno para o anticristo e vai preparar o mundo para adorá-lo.
1º. A primeira besta será conhecida pelo seu poder conquistador, pela sua força (v. 4). A segunda besta será conhecida pelo seu poder sobrenatural, de fazer grandes milagres (v. 13-16).
b) A segunda besta usará também a arma do controle para garantir a adoração da primeira besta (Ap 13:16-18) -Esse será um tempo de cerco, de perseguição, de controle, de vigilância, de monitoramento das pessoas, no aspecto político, religioso e econômico. Todo regime totalitário busca controlar as pessoas e tirar delas a liberdade. A recusa na adoração à primeira besta implica em morte (v. 15b).
c) A segunda besta usará um selo distintivo para os adoradores da primeira besta (Ap 13:18; 14:9-11) -Assim como a noiva do Cordeira recebe um selo (7:3; 9:4), também os adoradores da besta recebem uma marca (13:16). Então só haverá duas igrejas na terra, aquela que adora a Cristo e aquela que adora o anticristo. Assim como os que recebem o selo de Deus terão a vida eterna, os que recebem a marca da besta vão perecer eternamente (Ap 14:11; 20:4).
III. A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO 1. Sua presente dissimulação e futura revelação (2 Ts 2:6-8)
• Diz o apóstolo Paulo que o anticristo está sendo detido por ALGO (v. 6) e por ALGUÉM (v. 7). "E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito o mistério da iniqüidade já opera o aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém" (2 Ts 2:6-7). O que é esse ALGO? Quem é esse ALGUÉM? A maioria dos estudiosos entende que o algo é a LEI e que o ALGUÉM é AQUELE QUE FAZ A LEI SE CUMPRIR.
• É por isso que o anticristo vai surgir no período da grande apostasia, quando os homens, não suportarão leis, normas nem absolutos. Então, eles facilmente se entregarão ao homem da ilegalidade, o filho da perdição.
2. O número de sua identificação (Ap 13:18: 2 Ts 2:3)
• O anticristo no seu cumprimento profético foram governos anticristãos e totalitários ao longo dos séculos que perseguiram a igreja, assim, como o falso profeta simboliza as religiões e as filosofias falsas deste mundo que desviaram os homens de Deus para adorarem o anticristo e o dragão. Ambas as bestas se opõem a igreja durante toda a dispensação.
• Mas, o anticristo aponta para um personagem escatológico que reunirá toda a maldade dos impérios e governos totalitários.
• O anticristo será uma pessoa, ele é o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o abominável da desolação, a besta que emerge do mar, a encarnação de Satanás: Os cristãos primitivos entenderam que ele era Nero. Os reformadores entenderam que ele era o Papa romano.
Estudiosos modernos disseram que foi representado por Napoleão, Hitler, Mussoline.
• Seu número é 666. Sete é o número perfeito, seis o número imperfeito. Seis é o número do homem, o número incompleto, imperfeito, o número do fracasso. O número do anticristo é fracasso, sobre fracasso, sobre fracasso. Ele incorporará a plenitude da imperfeição, a consumação da maldade.
3. A limitação do anticristo (Ap 13:5)
a) O anticristo tem um poder limitado - visto que pode matar os santos, mas não vencê-los (12:11; 20:4). Os verdadeiros crentes preferirão a morte à apostasia (13:8), vencendo assim a besta (15:2). Eles não temem aquele que só pode matar o corpo e não a alma. O anticristo também não pode fazer nada contra Deus e contra os remidos na glória, a não ser falar mal (13:6).
b) O anticristo tem um tempo limitado (13:5) - Quando o seu tempo acabar, ele mesmo será lançado no lago do fogo (19:20).
4. Sua total destruição (2 Ts 2:8) • Jesus o matará com o sopro da sua boca e o destruirá pela manifestação da sua vinda (2 Ts 2:8).
• Ele será quebrado sem esforço de mãos humanas (Dn 8:25).
• Jesus vai tirar o domínio do anticristo para o destruir e o consumir até o fim (Dn 7:26).
• O anticristo será lançado no lago do fogo que arde com enxofre (Ap 19:20).
• Cristo colocará os seus inimigos debaixo dos seus pés 1 Co 15:24-25
• A igreja selada por Deus (Ap 9:4), preferirá a morte à apostasia e assim vencerá o dragão e o anticristo (Ap 12:11). Aqueles cujos nomes estão no livro da vida não adorarão o anticristo (Ap 13:8). Esses reinarão com Cristo para sempre.

O DRAGÃO ATACA A IGREJA

APOCALIPSE 12:1-18
O capítulo 12 revela-nos três cenas. O dragão realiza três lutas: 1) Contra Deus e seu Messias (v. 1-6); 2) contra Miguel (v. 7-12); 3) contra a mulher (v. 13-18). Em todas as três lutas ele sai derrotado.

I. A DESCRIÇÃO DA MULHER PERSEGUIDA - V. 1-2,6
1. Essa mulher é um símbolo da igreja - v. 1-2
• A igreja Católica Romana entende que essa mulher é um símbolo de Maria. Os Dispensacionalistas crêem que essa mulher é um símbolo da Nação de Israel, mas a interpretação mais coerente é interpretá-la como sendo a Igreja.
• Em ambas as dispensações, a igreja é uma só, um só povo escolhido em Cristo, uma só vinha, uma só família, um só rebanho, um só corpo, uma só esposa, uma só nova Jerusalém.

2. Essa mulher está vestida do sol, ou seja, ela é gloriosa e exaltada - v. 1
• A igreja reflete a beleza de Cristo. Ela reverbera o brilho da glória de Deus. Assim como o ouro cobria as tábuas de acácia no tabernáculo, a glória de Deus cobre a igreja. A beleza de Deus está estampada na igreja. A glória de Deus refulge na e através da igreja.
3. Essa mulher tem debaixo dos pés a lua, ou seja, ela exerce domínio - v 1
• O cabeça da igreja é aquele que tem todo poder e toda autoridade no céu e na terra. A igreja está em Cristo. Ela está entronizada com ele. Ela é a noiva do Cordeiro. Ela está assentada com ele acima de todo principado e potestade. Ela recebeu autoridade sobre o diabo e suas hostes. A autoridade da igreja foi recebida por Jesus. Seu domínio não é político nem econômico, mas espiritual.
4. Essa mulher tem em sua cabeça uma coroa de doze estrelas, ou seja, ela é vitoriosa - v. 1
• A igreja é vencedora. Ela está em Cristo. A vitória de Cristo é a sua vitória. A exaltação de Cristo é a sua exaltação. A igreja é mais do que vencedora (Rm 8:31-39). A igreja triunfa com Cristo. Na mesma nuvem que Cristo vem, a igreja vai (11:12). A igreja se assentará em tronos para julgar o mundo e os anjos (1 Co 6:2).

5. Essa mulher está grávida, ou seja, sua grande missão é dar à luz a Cristo segundo a carne - v. 2
• Deus preparou um povo especial para ser o veículo da chegada do Messias ao mundo. Esse processo foi doloroso, sofrido. Houve muita dor e lágrima. Muitas forças hostis e muitas artimanhas do Dragão tentaram frustrar esse plano e destruir essa criança (as perseguições no VT, tentando impedir a vinda do Messias prometido conforme Gn 3:15). Mas Deus protegeu o seu povo e na plenitude dos tempos Jesus nasceu.
6. Essa mulher é protegida por Deus da fúria do dragão - v. 6,14
• A igreja é protegida por Deus. Ela tem sido sustentada por Deus no deserto. O deserto aqui não é um lugar geográfico, identificado no mapa. A igreja pode ser protegida até mesmo em Pérgamo, onde está o trono de Satanás e apesar disso vencer (Ap 2:13,17) sem emigrar.
• O mundo não é o habitat da igreja. Somos peregrinos aqui. Não estamos em casa aqui. Durante mil duzentos e sessenta dias, um símbolo de todo o período da igreja, ela é protegida por Deus: às vezes não da morte, mas na morte (v. 11).
• De acordo com Apocalipse 7:3 e 9:4 a igreja recebeu um selo. De acordo com Apocalipse 11:1 ela recebeu uma medida. Agora, ela recebe asas (Apocalipse 12:14). Todos esses símbolos evidenciam que Deus protege o seu povo do poder do mal.
II. A DESCRIÇÃO DO FILHO DA MULHER PERSEGUIDA - V. 5
1. O Filho da mulher é o Messias vencedor - v. 5,10
• A descrição do Filho não é em sua humilhação, mas de sua exaltação. O Filho que nasceu é o Rei que tem o cetro nas mãos. Seu reinado é universal e irresistível.
2. O Filho da mulher é o Messias que completou a sua obra - v. 5
• O versículo não menciona a sua obra expiatória, porém, sabemos à luz das Escrituras que a exaltação é um resultado da sua humilhação até à morte e morte de cruz (Fp 2:5-11). Jesus, na cruz, triunfou sobre os principados e potestades (Cl 2:15).
3. O Filho da mulher é o Messias que subiu ao céu para assentar-se no Trono -v. 5
• Ele venceu o dragão na cruz (Gn 3:15). E agora, está no trono, governando os céus e a terra (Mt 28:18). Ele vai reinar até colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1 Co 15:25). A ascensão de Cristo é a vitória judicial sobre Satanás, o pecado e a morte.
4. A vitória do Filho e a expulsão do dragão, provocam proclamação de alegria no céu - v. 10,12
• A vitória de Cristo agora é vista e publicada. Embora, Cristo esteja reinando hoje, os agentes do mal ainda estão operando. Mas, então, essa vitória será reconhecida plenamente.
III. A DESCRIÇÃO DO DRAGÃO - V. 3-16
1. O dragão é um ser pessoal — v. 9
• Ele não é um mito, uma figura lendária ou folclórica. Ele não é um
ser impessoal, etéreo. Ele não é uma energia negativa. Ele é um anjo caído, um ser que tem vontade, planos e estratégias. Ele tem sentimentos, pois está cheio de cólera (v. 12) e permanentemente irado contra a igreja (v. 17). Ele tem inteligência, pois é capaz de seduzir (v. 4). Ele tem objetivos claros, perseguir o Messias (v. 4) e sua igreja (v. 13).
• Sua grande obsessão é devorar Jesus (v. 4). O verdadeiro alvo do dragão não é a mulher, mas sim o filho. Quando a igreja sofre aflições, o dragão quer atacar o Filho na igreja (At 9:4). A luta contra Cristo na igreja é a obsessão do dragão, porque ele é vencido pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho (v. 11).
2. O dragão é um inimigo que exerce influência universal — v. 3,9
a) Sete cabeças - representam que ele exerce poder e grande autoridade de forma universal. Ele é o deus deste século. O príncipe da potestade do ar. Ele atua nos filhos da desobediência. Ele é o pai daqueles que vivem para fazer sua vontade (Jo 8:44). Ele é o sedutor de todo o mundo (12:9).
b) Dez chifres - simbolizam sua capacidade destruidora. Ele é o Abadom e o Apolion, o destruidor. Jesus o chama de homicida (Jo 8:44). Ele é o ladrão que veio para matar, roubar e destruir (Jo 10:10).
c) Sete diademas - simbolizam que seu governo é universal. Sua influência não se limita a um povo ou nação. Ele possui súditos em toda a terra (Lc 11:20-22). Ele tem um reino (Cl 1:13; At 26:18).
3. O dragão é um inimigo destruidor — v. 3
• Ao chamá-lo de um dragão GRANDE, evidencia que ele é um inimigo terrível, perigosíssimo, destruidor. Ao chamá-lo de VERMELHO, denota a sua capacidade de provocar destruição e morte. Essa descrição revela que o dragão é assassino, sanguinário, cruel.
4. O dragão é um inimigo sedutor - v. 4,9
a) Sedutor no mundo angelical (v. 4) - Ele era perfeito até que se achou iniqüidade em seu coração (Ez 28:15). Ele conseguiu enredar uma terça parte dos anjos que foram expulsos do céu (v. 4). Esses anjos em vez de espíritos ministradores de Deus (Hb 1:14), tornaram-se vassalos do diabo.
b) Sedutor de todo o mundo (v. 9) - Ele foi o protagonista da queda de Adão e Eva no Éden. Para tentar nossos primeiros pais ele usou o disfarce, a dúvida, a inversão da Palavra de Deus, a negação da Palavra de Deus, a exaltação do homem, a acusação contra Deus, a sedução do homem. Ele ainda usa essas mesmas artimanhas para seduzir as pessoas hoje.
5. O dragão é um inimigo acusador - v. 9.10
• O dragão é mentiroso e acusador. Ele acusou Jó (Jó 1:9,10). Ele acusa os nossos irmãos (v. 10). Sua acusação é ininterrupta (v. 10b). Ele não descansa, não dorme nem tira férias. Ele é perseverante. Ele tentou destruir o Filho da mulher (v. 5), agora, quer destruir a mulher (v. 13). Ele pesquisa a nossa vida, e não perde oportunidade para nos acusar (Rm8:34).
6. O dragão é um inimigo adversário - v. 9
• Satanás significa opositor, adversário. Foi ele quem se opôs a Moisés através dos magos no Egito (Ex 7:20-22; 8:6-7,16-17). Foi ele quem se opôs ao sumo sacerdote Josué (Zc 3:1). Foi ele quem se opôs a Paulo e barrou-lhe o caminho (1 Ts 2:18).
7. O dragão é um inimigo cheio de cólera - v. 12
• Ele está cheio de cólera porque foi expulso do céu e sabe que lhe resta pouco tempo. Ele está cheio de cólera porque não pôde destruir o Filho da mulher (v. 5). Ele está cheio de cólera porque sabe que a igreja é protegida por Deus (v. 6).
8. O dragão é um inimigo limitado - v. 7-9,12-3,16
a) Limitação de espaço (v. 8,9,13) - O dragão não encontrou mais lugar no céu. Ele não pode tentar mais ninguém que está no céu. Ele foi atirado para a terra e com ele os seus anjos.
b) Limitação de tempo (v. 12) - O diabo é uma serpente golpeada na cabeça que está furiosa, no estertor da morte, sabendo que pouco tempo lhe resta e que sua sentença já foi lavrada. Em breve será lançado no lago do fogo (Ap 20:10). O diabo sabe que ele está derrotado, mas luta para que os homens não saibam.
c) Limitação de poder (v. 7,8,16) - Hoje muitos superenfatizam o poder do diabo. A demonologia está em alta. Mas o diabo é vencido por Jesus (v. 5), é vencido pelos anjos (v. 7-8) e é vencido pela igreja (v.11).
IV. A INTERVENÇÃO DE DEUS EM FAVOR DA IGREJA NESTA BATALHA CONTRA O DRAGÃO
1. A ação protetora de Deus - v. 6,14,16
• A igreja está no mundo, mas não é do mundo. Ela é protegida no mundo. Deus preparou para ela um lugar no deserto (v. 6). As duas asas são como o selo de Deus que protegem a igreja contra a fúria do dragão (v. 14).
• Havendo fracassado em seu esforço para derrotar Cristo, o dragão vai perseguir a igreja e lançar contra ela um rio de mentiras e perseguição 16).
• O dragão cheio de cólera vai pelejar contra os fiéis (v. 17). Muitas vezes Deus os livrará na morte e não da morte (v. 11).
2. A ação interventora dos anjos - v. 7-8
• A Bíblia diz que os anjos são valorosos em poder e executam as ordens de Deus (SI 103:20). O arcanjo Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão e seus anjos (v. 7). Nessa peleja no reino espiritual, o dragão e seus anjos foram derrotados (v. 8).
• O dragão e seus anjos não foram apenas derrotados^ mas também expulsos do céu, ou seja, ele perdeu o posto de acusador dos nossos irmãos. Por causa da obra de Cristo na cruz, as acusações do dragão não têm nenhuma base legal (Rm 8:33).
• Essa luta no céu requer ser justaposta com uma segunda luta aqui na terra, em Apocalipse 19:19. Ambas as lutas terminam com a precipitação de Satanás. No presente texto é Satanás que cai do céu para a terra (v. 9), lá ele cai da terra para o abismo (20:3). Em ambos os casos o juízo é executado por meio de um anjo.
• Ainda hoje os anjos são ministros de Deus que trabalham em nosso favor (Hb 1:14).
3. A ação intercessória de Cristo - v. 5
• Cristo ascendeu ao céu e assentou no trono. Somos informados que ele está no céu intercedendo por nós (Hb 7:25). Sua intercessão é plenamente eficaz (Rm 8:34). Nenhuma acusação pode prosperar contra os eleitos de Deus, por quem Cristo morreu.
V. AS ARMAS DA VITÓRIA DA IGREJA SOBRE O DRAGÃO
1. A igreja vence o dragão por causa do sangue do Cordeiro - v. 11
• A morte de Cristo é a nossa vitória. O sangue de Cristo é a nossa arma mais poderosa. Seu sacrifício na cruz desfez toda a possibilidade de Satanás triunfar sobre o povo de Deus (2 Co 5:21).
• Por meio do que eles venceram? Através de Miguel? De suas próprias realizações? Não. Por meio do sangue do Cordeiro. O motivo da vitória sobre o dragão acusador é o sangue do Cordeiro. Não é o conhecimento do Cordeiro, nem a crença intelectual no Cordeiro, mas o sangue do Cordeiro.
2. A igreja vence o dragão por causa da Palavra do testemunho - v. 11
• A igreja vence o dragão quando testemunha de Cristo mesmo em face da perseguição e da morte. Ela prefere ser uma igreja mártir do que ser um igreja apóstata. Ela prefere morrer a negar o nome de Jesus. Ela, assim, mesmo morrendo, vence a Satanás.
• Quem traz Cristo no coração, também traz uma cruz nas costas.
• Não é a crença intelectual no Cordeiro, nem o louvor interno do Cordeiro que significa vitória, mas somente a palavra do testemunho diante de ouvidos estranhos. A igreja que vence é a comunidade de testemunhas.
• Em tempo difíceis a igreja passa por uma grande tentação: hibernar -suspender seu testemunho, esconder-se numa toca e viver de seus estoques até que voltem a raiar tempos melhores. Mas não é a igreja que hiberna que será vencedora, mas a igreja testemunha. Ninguém jamais subirá dos alojamentos cristãos de inverno.
• A igreja vitoriosa é aquela que não ama a própria vida. Que foi que amaram então? A morte? Não! Amaram o Cordeiro até à morte.
• Acaso é necessário que ao sangue do Cordeiro também seja acrescentado o sangue do martírio? De modo algum o dragão teme sangue de mártires, mas lambe-o avidamente (17:6). Enxurradas de sangue humano não o atormentam. Somente o sangue do Cordeiro o derrota.
• O diabo e seus agentes, em sua fúria vão perseguir e matar os santos, mas estes vencerão o diabo e seus anjos, no próprio ato de morrer por amor a Cristo.
CONCLUSÃO
1. Embora, o dragão seja grande, vermelho, sedutor, temido, ele está derrotado. A vitória está assegurada. Caminhamos não para um final trágico ou incerto. Caminhamos para a consumação gloriosa de Cristo e da sua noiva. Que Deus seja louvado!

1 de nov. de 2009

TEMA: A IGREJA, PERSEGUIDA E GLORIFICADA

APOCALIPSE 11:1-19


INTRODUÇÃO O capítulo 11 de Apocalipse é ainda o interlúdio antes do toque da sétima trombeta.
A igreja precisa interiorizar a Palavra, comer a Palavra e proclamar a Palavra. Essa Palavra é doce e também amarga. Doce para quem a proclama, amarga para quem a rejeita. Ela traz vida e também o juízo. No capítulo 11 veremos de forma viva a missão da igreja no mundo, sua proteção, proclamação, perseguição, triunfo e então, o surgimento triunfante e vitorioso do Reino de Deus.
Este capítulo pode ser analisado através de alguns quadros ou cenas:
I. A IGREJA É REPRESENTADA PELO SANTUÁRIO DE DEUS SENDO MEDIDO - V. 1-2
1. A separação do povo de Deus do mundo ímpio - v. 1-2
• O que simboliza esse santuário? Simboliza a igreja verdadeira, ou seja. todas as pessoas salvas. Todos os verdadeiros filhos de Deus que o adoram em espírito e em verdade.
> Os dispensacionalistas acreditam que João está falando de um santuário literal que será reerguido em Jerusalém, um santuário físico.
> Os pré-milenistas acreditam que este capítulo está falando da salvação dos judeus e não da igreja.
• O que simboliza essa medição do santuário? Conforme o contexto (21:15) e passagens do VT (Ez 40:5; 42:20; 22:26 e Zc 2:1), essa medição significa apartar o povo de Deus do povo profano, para estar completamente seguro e protegido de todo dano. Medida é imunidade contra danos (21:15-17).
Esta figura é a mesma que aparece dos 144.000 selados (7:4), dos homens que receberam o selo de Deus (9:4). Esses que são medidos são os verdadeiros adoradores, o verdadeiro Israel de Deus, a verdadeira igreja em contraste com os gentios, aqueles que permanecem na sua impiedade, e vão perseguir a igreja e adorar o anticristo.
Essa proteção não se estende a todos os que se dizem cristãos (11:2). Os santos vão sofrer severamente, mas nunca perecerão, serão protegidos do juízo final. Mas, os membros mundanos da igreja que amam o mundo, estarão sem essa proteção.
• O que simboliza esses quarenta e dois meses? Esse período não é literal. Ele fala da perseguição do mundo durante todo o período da igreja, da primeira à segunda vinda de Cristo. Obviamente, na medida em que o tempo avança para o fim essa perseguição torna-se mais renhida.
Esse período de 42 meses e 1.260 dias não pode ser entendido literalmente, pois o tempo dos gentios (Lc 21:24), deveria começar no ano 70 quando Jerusalém foi destruída pelos romanos. No livro de Apocalipse esse tempo representa: 1) O tempo em que a cidade santa é oprimida (11:2), o tempo em que as duas testemunhas executam o seu testemunho (11:3), a mulher celestial, a igreja, será preservada no deserto (12:6,14), e o tempo que a besta tem permissão para exercer sua autoridade (13:5). Esse é o período que Satanás exerce o seu poder no mundo, especialmente nos últimos dias, com a atuação do anticristo.
> Esse período é um símbolo como a cruz vermelha ou a suástica, uma forma taquigráfica para indicar um período durante o qual as nações, os incrédulos parecerão dominar o mundo, no qual o povo de Deus manterá o seu testemunho.
5. Argumentos que contribuem para o entendimento de que esse Santuário é espiritual e não físico
a) O NT ensina que o santuário de Deus é a igreja e não um prédio - Deus mora na igreja por meio do seu Espírito. Portanto, a igreja é seu santuário (1 co 3:16,17; 2 Co 6:16,17; Ef 2:21).
b) O santuário representa as pessoas que oferecem o incenso da oração (11:1) - Ou seja, um símbolo de todos os verdadeiros cristãos.
c) O santuário refere-se aos fiéis enquanto os que estão no átrio exterior não recebem proteção (11:2)
Tanto o santuário como o átrio exterior refere-se a pessoas e não a edifício físico.
d) Todos os salvos são contados, selados e protegidos
(7:4; 22:4) - Tanto o contar, como o selar e meditar são figuras da proteção da igreja. Assim, a verdadeira igreja na terra, o santuário espiritual é simbolizado pelo santuário terrenal de Israel, assim como Israel físico é símbolo da igreja verdadeira.
e) Esta interpretação concorda com o simbolismo do VT (Ez 43, 47) - Ezequiel fez uma representação da igreja como Corpo de Cristo. Assim na figura do santuário, a igreja é o povo que adora a Deus e na próxima figura, a figura das testemunhas, a igreja é o povo que proclama a Palavra de Deus perante as pessoas. A igreja é o povo que fala a Deus e aos homens.
II. A IGREJA É REPRESENTADA PELAS DUAS TESTEMUNHAS - V. 3-14
1. Quem são essas duas testemunhas?
a) Uns entendem que elas falam de Enoque e Elias - Alguns acreditam assim, em virtude de que esses foram os dois homens que foram para o céu sem experimentarem a morte.
b) Outros entendem que elas falam de Moisés e Elias - Essa descrição tem um rico simbolismo. Na verdade João vê esses duas testemunhas com características desses dois profetas. Elias é apresentado nos versos 5 e 6 e Moisés é representado no verso 6b.
c) Ainda outros entendem que elas falam do Antigo e do Novo Testamento - Assim defende Martyin Lloyd-Jones.
d) A posição reformada entende que elas falam do testemunho da igreja-
> Moisés e Elias (a lei e os profetas) representam toda a igreja; essas duas testemunhas são o povo de Deus na terra, a igreja de Deus no mundo, o povo de Deus entre as nações, aqueles para quem o evangelho é doce em meio àqueles para os quais o evangelho é amargo.
> O povo de Deus é chamado em Apocalipse de 12 tribos, de sete candeeiros, de reis e sacerdotes. Agora é chamada de santuário de Deus e também de duas testemunhas.
> Duas testemunhas era o método usado por Cristo para o testemunho ao mundo (Lc 10:1). Uma questão só recebia validade pelo testemunho de duas pessoas.
> Essas duas testemunhas falam da igreja como uma poderosa agência missionária durante toda a época evangélica presente. Isso pode ser provado como segue:
c.l) As duas testemunhas são duas oliveiras e dois candeeiros (v. 4) - Estas duas figuras são encontradas em Zacarias 4:1-7, referindo-se a Josué e Zorobabel que anunciam a Palavra no poder do Espírito para restaurar a Israel. Essas duas oliveiras e esses dois candeeiros são símbolos da Palavra de Deus, proclamada pela igreja.
c.2) Assim como os missionários eram enviados de dois a dois, assim a igreja cumpre a sua missão no mundo.
c.3) Assim como o fogo do juízo e condenação saiu da boca de Jeremias (Jr 5:14), devorando os inimigos de Deus, assim também a igreja anuncia os juízos de Deus aos ímpios.
c.4) Assim como Elias orou e o céu fechou-se e Moisés recebeu autoridade para converter a água em sangue, assim também quando o mundo rejeita a mensagem da igreja, ele se expõe ao juízo de Deus. Somos perfumes de vida para a vida e aroma de morte para a morte.
2. A igreja será indestrutível até cumprir cabalmente a sua missão - v. 7
• A igreja será indestrutível até completar o seu trabalho. Ninguém poderá destruir a igreja de Deus até ela completar a sua carreira. A igreja é provada, mas, não desamparada. As testemunhas são preservadas até concluírem o seu testemunho (v. 5-7).
• A proclamação do evangelho é aquilo que mantém a igreja de pé. Sua vocação é adorar a Deus (santuário) e proclamar a palavra (testemunha).
• Satanás não pode deter o avanço da igreja, que os eleitos sejam salvos. O valente está amarrado. As testemunhas seguem proclamando.
3. A igreja será perseguida e sofrerá a morte - v. 7b-9
• O espírito do anticristo sempre esteve no mundo (1 Jo 2:18-22). Mas esse espírito de oposição vai se encarnar na pessoa da besta no último tempo e vai perseguir terrivelmente a igreja.
• A anticristo vai fazer guerra contra os santos e os vencer (Ap 13:7). Ele é o homem da iniqüidade (2 Ts 2:3-9). Ele vai fazer querer ser adorado como Deus (Dn 9:27; Ap 13:8).
• Bem próximo ao fim da História, haverá uma terrível matança contra a igreja e ela dará todas as evidências de estar por baixo. Jesus disse que se esse não fosse abreviado a igreja não suportaria (Mt 24:11ss.). A igreja sofrerá, mas continuará indestrutível.
• Os crentes ao morrerem, vencerão o diabo e o anticristo (Ap 12:11).
• A palavra "testemunhas" é martyria que Traz o significado de proclamador e mártir. Era uma e mesma coisa.
• Nem mesmo essa matança fica fora do desígnio de Deus, pois ao anticristo é dado vencer (Ap 13:7). O diabo e seus agentes só podem agir sob a permissão de Deus.

4. A vitória do mundo sobre a igreja será passageira e infundada — v. 8-11
• Essa cidade não é literal (v. 8); não é nem Jerusalém nem Roma, e contudo, em certo sentido é tanto Jerusalém como Roma. É a cidade desta ordem terrestre, que inclui todos os povos e tribos, e línguas e nações. Essa cidade é mundo hostil a Deus e à igreja.
• O mundo sempre teve a pretensão de destruir a igreja de Cristo. As perseguições desde o começo visaram banir a igreja e calar a sua voz. Os homens ímpios odeiam a Palavra de Deus.
• Várias perseguições intentaram acabar com a igreja. Em 1572 na Noite de São Bartolomeu na França. Em 1789 na Revolução Francesa. Na Revolução Russa de 1917.
• Muitas vezes o mundo pensou que a igreja estava morta (Inglaterra século XVIII). Era como um cadáver na praça. Ezequiel 37 fala de um vale de ossos secos.
• O júbilo dos adversários é uma alegria transitória. Deus terá sempre a última palavra a dizer. O mundo celebra o martírio dos santos (11:10). Mas o mundo é néscio e seu gozo prematuro.
• O mundo vai festejar seu massacre sobre a igreja, achando que está livre dela e de sua mensagem. Mas, a igreja ressurgirá, ascenderá e assentará no trono para julgar o mundo. Os acusados (v. 10) são transformados em terror dos acusadores.
5. A ressurreição gloriosa da igreja - v. 11
• Esses três dias e meio também é um número simbólico. A igreja que experimentou a comunhão no sofrimento de Cristo, agora experimenta o poder de sua ressurreição.
• Em conexão com a segunda vinda de Cristo, serão restituídos à igreja vida, honra, poder e influência, mas para o mundo a hora da oportunidade terá passado para sempre.
• A vinda de Cristo e a ascensão da igreja serão visíveis para o mundo(l:7; 11:12). Não há aqui menção de um arrebatamento secreto. Cristo desce a igreja sobe na mesma nuvem de glória.
• Isso está de acordo com o ensino de I Ts 4:16-17 e 1 Co 15:52. Todos os santos e mártires têm sido encorajados com a certeza da ressurreição, do arrebatamento e da glória celestial. Esta é a nossa bendita esperança.
6. O terror indescritível dos ímpios - v. 13-14
• A alegria do mundo transforma-se rapidamente em grande temor. A terra está tremendo. E o mesmo quadro de (Ap 6:12). O terremoto aqui também precede o juízo final. Os ímpios são cobertos de terror. Eles dão glória a Deus não porque se convertem. São como Nabucodonosor. que muitas vezes, deu glória a Deus, mas não era convertido.
• O mundo está maduro para o juízo, porque apesar da sua impenitência. ainda rejeitou o testemunho da igreja e perseguiu e matou os fiéis (v. 7).
Apocalipses do livro de hernades dias lopes