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10 de set. de 2009

A Igreja Na Glória

APOCALIPSE 7:1-17 TEMA: A IGREJA NA GLÓRIA
INTRODUÇÃO 1. O capítulo 7 vem depois do capítulo 6 na ordem das visões de João, mas não parece ser a seqüência da ordem dos eventos. Lá os quatro cavalos, aqui os quatro ventos. Lá os cavalos trazem o juízo, aqui os ventos os ventos do juízo estão prontos para começar a sua missão destrutiva. Estava parado de soprar sobre a terra e tudos dentro dela. O fato de serem 4 anjos, nos 4 cantos da terra, a segurar os 4 ventos da terra, indica que o juízo que vai desabar é universal. Ninguém escapa. A igreja será selada e ficará segura antes que os cavaleiros avancem. A destruição desabará sobre o mundo, mas a igreja foi feita indestrutível.
Deus faz distinção entre o seu povo e os ímpios - v. 2 - A destruição não pode dar sua largada antes dos remidos serem selados. Os selados não precisam temer o juízo.
O selo tem três significados: a) Proteção - Ninguém pode violar o que está selado. Foi assim que o túmulo de Jesus foi selado (Mt 27:66). b) Propriedade - Na antigüidade escravos podiam ser selados por seu proprietário. Essa marca inscrita neles. Quem violava esse escravo atacava o seu dono. O selo nos dá garantia que somos propriedade exclusiva de Deus (Ct 8:6; Ef 1:13). c) Genuinidade - O que está selado não pode ser adulterado (Ester 3:12).
3. Deus livra o seu povo na tribulação e não da tribulação - v. 14 - Todos os textos que tratam da segunda vinda de Cristo mostram que a igreja não será arrebatada secretamente antes da grande tribulação. Ela será poupada na e não da tribulação (Mt 24:29-31; 2 Ts 1:1-10).
I. Do ponto de vista do céu (de Deus) os selados têm um número exato - v. 4-8
O número é visto e também ouvido. O número dos selados é declarado por revelação expressa. Deus conhece os que lhe pertencem. Esse grupo é contável para Deus. Esse número 144.000 é metafórico. Ele é mais um símbolo do que uma estatística. Ele representa a cifra completa e perfeita dos crentes em Cristo. As doze tribos de Israel não o Israel literal, mas o Israel verdadeiro, espiritual, a igreja. Toda a igreja de Cristo é selada, está segura (Jo 10:28,29; 17:12). Segundo Apocalipse 14:3-4 os 144.000 foram comprados por Deus de entre os da terra e não da nação judaica somente.
Do ponto de vista da terra (dos homens) os selados são uma multidão inumerável - v. 9-12
Agora João vê a igreja redimida no céu. No lugar de uma tensão cheia de desgraça em vista do perigo iminente ocorre o cântico da vitória.
II- Quais são as características dessa igreja glorificada?
1. É uma igreja inumerável - v. 9 Isso é o cumprimento da promessa feita a Abraão: (Gn 15:5). Conforme Hebreus 11:12 ela é para ele incontável. Essa multidão também é incontável para João (Ap 7:9). A multidão contável por Deus é incontável para João. Por que Deus conhece cada um de seus filhos.
2. É uma igreja universal - v. 9 Incluem os eleitos, os selados judeus e gentios, procedentes de todas as culturas, línguas, povos e nações, de todos os lugares e de todos os tempos. Pois esta foi a promessa a Abraão “em ti será abençoadas todas as nações, todas as famílias da terra" (Gn 12:3)
3. É uma igreja honrada - v. 9 • Estar de pé diante do Trono significa ter companheirismo com o Cordeiro, servi-lo e participar em sua honra.
4. É uma igreja pura - v. 9 As vestes brancas apontam para a absoluta pureza da igreja. A igreja não foi purificada pelo sofrimento, mas pelo sangue. O sangue do Cordeiro exclui a glória humana. A igreja que fora liberta da condenação do pecado, na justificação; do poder do pecado, na santificação; agora está livre da presença do pecado, na glorificação. Nada contaminado pode entrar no céu (Ap 21:27). A roupa é prova de sua liberdade, eque nãi é acusada e muito menos condenada.
5. É uma igreja vencedora - v. 9 Este é um símbolo de vitória. A igreja selada por Deus, protegida por ele, venceu e chegou ao lar, à sua Pátria, ao céu. A igreja é vitoriosa a partir da roupa, das palmas e dos gritos.
6. É uma igreja que tributa a Deus a sua salvação - v. 10
• Depois do símbolo da vitória, segue-se o grito de vitória. A salvação não é mérito, nem fruto das obras, nem do que a igreja faz. Ef.2.8;9 A salvação é de Deus, vem Deus e só ele merece a glória.
III. A procedência, identidade e a missão eterna da igreja glorificada v.13-17
1. A procedência da igreja - v. 13,14 A igreja vem da grande tribulação. Essa idéia da grande tribulação remonta a Dn 12:1. É vista em Mt 24:21-22, em 2 Ts 2:3-4 e também em Ap 13:7,15. Os crentes em todos os lugares, em todas as épocas enfrentaram tribulações (2 Tm 3:12; At 14:22). Mas os crentes que viverem nesse tempo do fim enfrentarão não apenas o começo das dores, mas também, a grande tribulação.
A grande tribulação é caracterizado com o período da grande apostasia e também da manifestação do homem da iniqüidade (2 Ts 2:3-9). Nesse tempo o conflito secular entre Deus e Satanás estará no seu auge.
A igreja será protegida não da tribulação, mas na tribulação. Ela emerge do meio da tribulação, como um povo selado e vitorioso.
2. A identidade da igreja - v. 14 Os remidos são aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. A base da salvação não está no mérito humano, na religiosidade humana, nos predicados morais, no conhecimento doutrinário. A base da salvação está na apropriação da redenção pelo sangue de Cristo.
• Ninguém entrará no céu por pertencer a esta ou àquela igreja ou por defender esta ou aquela doutrina. Estará proque forma comprados pelo sangue do Cordeiro e foram selados com o Espirito da Promessa.
3. A missão eterna da igreja - v. 15
a) Adoração-A igreja prestará a Deus um serviço litúrgico incessantemente v.15 É uma igreja adoradora. Serviço cultual em contraste com serviço escravo. b) Comunhão - Intimidade contínua com Deus v. 15b. O sexto selo trouxe a visão de um céu enrolado que se recolhe e de uma humanidade apavorada num mundo sem teto (6:15-17). Aqui, porém, a cena é oposta. A igreja está numa nova realidade cheia de paz. Deus vai armar uma tenda conosco. Ele vai acampar com a igreja. Deus mesmo habitará com a igreja (Ap 21:3). c) Ausência completa de sofrimento v.16,17b - João lista três afirmações negativas: Fome, sede e calor não existe mais. Isto está de acordo com Ap 21:4. d) Presença completa da plenitude de vida - v. 17a - João lista três afirmações positivas: O Cordeiro as apascentará. O Cordeiro as guiará às fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Gozam a felicidade mais perfeita. O Cordeiro agora é o seu pastor. O Cordeiro os guia a fonte e a fonte é Deus. O Cordeiro os traz de volta para Deus e para o paraíso. Ele então, enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Ele nos tomará no colo e nos consolará para sempre!
CONCLUSÃO
1. O capítulo 6 termina mostrando os terrores dos ímpios enfrentarão no juízo. O capítulo 7 termina mostrando as glórias dos remidos na segunda vinda. 2. Enquanto os ímpios buscam a morte física e só encontram a segunda morte, a morte eterna, os remidos, mesmo enfrentando a morte física, desfrutam para sempre das bem-aventuranças da vida eterna.
3. De que lado você está? Em que grupo você estará quando Jesus voltar?

4 de set. de 2009

Clamor pela Justiça Ap. 6.9-17

O QUINTO SELO - O CLAMOR DE JUSTIÇA NO CÉU
1. As almas dos que morreram pela sua fé estão no céu - v. 9
Quando é aberto o quinto selo muda-se o cenário, da terra passa-se ao céu. Passamos da causa para o efeito. Essas pessoas foram mortas, mas ainda não ressuscitaram. Elas foram mortas e a matança prossegue. As almas sobrevivem sem o corpo e são conscientes. Elas não estão dormindo. Elas não estão no céu. Essa é nossa gloriosa convicção. Morrer é estar com Cristo. É deixar o corpo e habitar com o Senhor. É entrar na posse do Reino. A morte não os havia separado de Deus.

2. Deus não poupou seus servos do martírio,
• Enquanto os falsos crentes vão apostatar, amando o presente século, adorando o anticristo e apostatando diante da sedução do mundo ou da perseguição do mundo, os Cristão fiéis selarão com o seu sangue o seu testemunho e preferirão a morte à apostasia. (Mt 24:9,10).
• Muitos mártires conhecidos e desconhecidos morreram e ainda morrem e morrerá por causa da sua fidelidade a Cristo e sua Palavra (Policarpo, os pastores na Coréia, na China, no Peru muitos cristãos morrendo em lugares afastados). As almas dos féis pedem não vingança pessoal, mas a vindicação da glória do Deus santo

3. As almas dos fiéis recebem vestes brancas, representando retidão, santidade e alegria
• Estar no céu é bem-aventurança. É glorificação. Não plena ainda porque não houve a ressurreição, mas incomparavelmente melhor do que estar no corpo (Fp 1:23).
• Os réus e condenados vestiam-se de preto. Eles foram condenados na terra, mas no céu, Deus os veste de branco. Estão absolvidos, justificados, salvos.

4. As almas dos fiéis estão descansando, não dormindo até chegar o dia em que se completará o número dos mártires
• Os crentes estão no céu descansando de suas fadigas. Lá não tem mais dor, nem pranto nem luto. O dia está determinado. O número está determinado. Até que esse número não tenha sido completado na terra, o dia do juízo não pode chegar. O Cordeiro está no controle. Nem um fio de cabelo nosso pode ser tocado sem que ele permita. Mas, precisamos saber que nos dado a graça não apenas de crer em Cristo, mas também de sofrer por ele e até de dar a vida por ele (Fp 2:17; 2 Tm 4:6).
• Deus mostra para esses mártires que o seu sacrifício não foi um acidente, mas um apontamento. Até na morte do seu povo, Deus está no controle. Quando o inimigo estar ganhando, a igreja o vence, ao se dispor a morrer pela sua fé.
5. Há uma limite para essa enxurrada de injustiça
• Há um limite para a crescente enxurrada de injustiça, além do qual ela não prosseguirá. Deus anuncia esse limite intransponível. Trata-se do número completo dos mártires. Ele não é citado, mas existe. Justamente no momento em que a violência celebra seus maiores triunfos e apregoa seus mais altos índices de sucesso, sua ruína torna-se visível. Perseguições aos cristãos amadurecem o juízo sobre o mundo, apressando o seu fim.

O CLAMOR SOBRE A TERRA - O JUÍZO CHEGOU - V. 12-17
1. O juízo chegou: as portas da graça estão fechadas, é o dia da ira do Cordeiro
• O sexto selo introduz o dia do juízo. O medo, o terror, o espanto e a consternação daquele dia se descreve sob dois simbolismos: um universo sendo sacudido e os homens completamente aterrorizados, tentando se esconder.

2. O juízo chegou: o próprio universo está abalado - v. 12-14
• O sol, a lua, as estrelas, o céu, os montes, as ilhas = tudo aquilo que se considerava sólido, firme, está abalado. As vigas de sustentação do universo estão se desintegrando. A antiga criação está se desintegrando. O céus se desfarão por crepitoso estrondo. Este é um quadro simbólico do terror do dia do juízo. O simbolismo inteiro nos ensina uma só lição, a saber, que será verdadeiramente terrível a efusão final e completa da ira de Deus sobre um mundo que tem perseguido a igreja.
• Esse momento virá repentinamente - Será como o ladrão de noite. Os homens desmaiarão de terror.

3. O juízo chegou: os homens estão em profundo desespero - v. 15-17
• Há seis classes de pessoas descritas também, da mesma
forma, que tinha seis classes de elementos abalados: reis, grandes, comandantes, ricos, poderosos, escravo e livre. João vêm nesse imagem do terror universal: todos os ímpios sobressaltados de um repentino terror, tentando fugir e se esconder do Deus irado.
• Os homens estão buscando um lugar para se esconder -
Mas para onde o homem pode fugir e se esconder de Deus? Deus está em toda parte. Para ele luz e trevas são a mesma coisa. O primeiro instinto do pecado se esconder.
• De que estão fugindo? Dos montes que estão se desmanchando? Do Universo que está em convulsão? Não, há algo mais terrível: eles estão fugindo do Deus irado.
• Eles buscam a morte, mas não os pode esconder da ira do Cordeiro - O maior temor do pecador não é a morte, mas a manifestação plena da presença de Deus. O aspecto mais terrível do pecado é que converte o homem num fugitivo de Deus. Mas agora, nem caverna, nem a morte pode escondê-los desse encontro com Deus. O tempo da graça acabou. Aqueles que não buscaram a graça, encontrarão inexoravelmente a ira de Deus. A porta está fechada. Agora é o juízo!
• Posição, riqueza, poder político - Absolutamente nada pode evitar que os homens enfrentem o Tribunal de Cristo. Importa que todos compareçam perante o tribunal de Cristo.

CONCLUSÃO
• O dia do juízo se aproxima. Mas hoje ainda é o dia aceitável. Ainda você pode se voltar para Deus e encontrar perdão. Você quer vir a Cristo nesta noite? Você está preparado para encontrar com Cristo?

• Você já está disposto a enfrentar perseguição, pobreza, espada, fome e a própria morte por amor a Cristo e sua Palavra?

• O dia do Senhor será dia de luz ou de trevas para você?

31 de ago. de 2009

OS 4 PRIMEIROS SELOS

APOCALIPSE 6:1-17
TEMA:Os Selos

INTRODUÇÃO

1. Os cinco primeiros capítulos do Apocalipse apresentam o Cristo da glória no meio da sua igreja, sondando, corrigindo, exortando e encorajando.

2. As sete cartas revelam o que as igrejas aparentam ser aos olhos dos homens e o que de fato elas são aos olhos de Cristo.
Vimos nos capítulos 4 e 5 o Deus criador no trono bem como Cordeiro, o Redentor sendo igualmente glorificado por todos os seres do Universo. Vimos que o Cordeiro está com o livro da História nas mãos.
Os capítulos que temos agora apresentarão quadros dos sofrimentos da igreja, dos juízos divinos sobre os inimigos dela, e do triunfo final de Cristo. Esse tempo serão as dores de parto. Esse tempo está sujeito à revelação da ira de Deus.
Os sete selos descrevem movimentos que caracterizarão a era ou dispensação inteira, desde a ascensão até o regresso glorioso de Cristo. São visões de paz e de guerra, de fome e de morte, de perseguição à igreja e do juízo de Deus sobre os seus inimigos.
À medida que os selos são abertos no céu, efeitos tremendos acontecem na terra. O céu comanda a terra. Jesus abre os selos. Está encarregado de todo o programa. A história está em suas mãos. Nos primeiros quatro selos vemos a ira de Deus misturada com graça. Mas a partir do sexto selo, há o derramamento da ira sem mistura de Deus. É o dia do juízo.
Apocalipse 6 é como um texto paralelo de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21: Guerras (Mt 24:4,5 e 6:6,7a); fomes (Mt 24:7b e 6:5-8); perseguições (Mt 24:9-25 e 6:9-11); abalos do mundo (Mt 24:29 e 6:12-17); segunda vinda (Mt 24:30-31 e 6:16-17).
Aprendemos desse fato quatro verdades:
A. Quem está assentado no Trono e o Cordeiro são adorados por todo o Universo - A história não está à deriva. Deus reina.
B. Quem tem o Livro tem o controle - É ele quem abre os selos. Dele emana a ordem dos acontecimentos. O Cordeiro governa!
C. Os eventos do juízo não acontecem sem seu conhecimento, permissão ou controle - Tudo acontece porque ele conhece, determina, permite e controla. Até os inimigos estão debaixo da autoridade e do controle do Cordeiro.
D. Todo o universo está sob a autoridade do Cordeiro e serve aos seus propósitos - É do trono que sai a ordem para os Cavaleiros do Apocalipse. Os cavaleiros devem dar a largada para dentro da história.

I. OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE - V. 1-8
1. O Cavalo Branco, uma figura do Cristo Vencedor - v. 1-3
a) Adolf Pohl e Warren Wiesbe interpretaram o Cavalo branco e seu cavaleiro como o Anticristo
• Seu argumento é que o Apocalipse usa imagens duplas para fazer contrastes: Duas mulheres: a mulher e a prostituta; duas cidades: Jerusalém celeste e Babilônia; dois personagens sacrificados: O cordeiro e a besta. Assim, o anticristo estava se contraposto ao Cristo. Assim, o cavalo branco seria uma inocência encenada, fingida, de uma luz falsa: o anticristo é um deslumbrador. O anticristo apresenta-se como um pacificador. Ele terá estupendas vitórias. Ele vai ser aclamado como alguém invencível. Ele vai controlar o mundo inteiro. O senhorio do Cordeiro é que impele o anticristo a deixar sua posição de reserva e se manifeste. O diabo gosta de esconder-se. O lobo predador precisa ser despido de sua pele de ovelha.
b) William Barclay. interpretou o Cavalo branco como as conquistas militares
• As grandes invasões militares do Império Romano conquistando o mundo e depois dele, outros impérios que se levantaram. O cavalo branco era usado pelo rei vencedor e o arco um símbolo do poderio militar. Uma conquista militar sempre traz tragédias.
c) George Ladd interpretou o Cavalo branco como sendo a pregação do Evangelho em dimensões universais
• Mesmo em meio às terríveis perseguições, o Evangelho tem sido pregado e será pregado vitoriosamente no mundo inteiro para testemunho a todas as nações (Mt 24:14).
• Sem escolas os cristãos confundiram os letrados rabinos; sem poder político ou social, mostram-se mais fortes que o Sinédrio; não tendo um sacerdócio, desafiaram os sacerdotes e o templo; sem um soldado sequer, foram mais poderosos que as legiões romanas. E foi assim que fincaram a cruz acima da águia romana.
• Os mártires que morreram, morreram por causa da Palavra de Deus (6:9).
d) William Hendriksen interpretou o Cavalo branco e seu cavaleiro como sendo Jesus Cristo
1) Sempre que Cristo aparece, Satanás se agita e assim as provas para os filhos de Deus são iminentes (os cavalos vermelho, preto e amarelo).
2) As palavras só podem aplicar-se a Cristo: BRANCO + COROA + SAIU VENCENDO E PARA VENCER. Cabelos brancos (1:14), pedrinha branca (2:17), roupas brancas (3:4,5,18), nuvem branca (14:14), cavalos brancos (19:11,14), trono branco (20:11). Branco não pode ser usado nem para o diabo nem para o anticristo. Esse primeiro selo não traz nenhuma maldição.
3) Este texto está de acordo com o texto paralelo de Apocalipse 19:11-16, onde a descrição é incontroversa.
4) Este texto está de acordo com o tema geral do livro que a vitória de Cristo. Ele é o Leão da Tribo de Judá que venceu (5:5).
5) A espada do cavaleiro do Cavalo branco está de acordo com Mateus 10:34. Cristo vence com a Palavra. Vence com o evangelho.

2. O Cavalo Vermelho, uma figura da perseguição religiosa e da guerra - v. 4
a) Esse cavaleiro do cavalo vermelho representa a perseguição ao povo de Deus ao longo dos séculos - O futuro será um período de guerras e rumores de guerras, de conflitos e perseguição até à morte. Perseguição pelos judeus, pelos romanos, pela inquisição, perseguição na pré-reforma, perseguição na pós-Reforma (França, Inglaterra).
Perseguição no Nazismo, Fascismo e Comunismo. Perseguições atuais. O maior número de mártires da história aconteceram no século XX.
b) A idéia da perseguição religiosa é fortalecida pela abertura do quinto selo - Ali são vistas as almas dos mártires que tombaram pelo testemunho da verdade.
c) Esse cavaleiro tinha uma grande espada - Essa espada machaira era o cutelo sacrificador. Aonde chega Cristo, chega também a perseguição aos que são de Cristo (Mt 5:10,11; Lc 21:12; At 4:1, 5:17. Pense em Estêvão, Paulo, Policarpo, Perpétua, Felicidade, a Inquisição, a Noite de São Bartolomeu, a Rússia, a Coréia do Norte, a China, os países Islâmicos.
d) A paz foi tirada da terra para que os homens se matassem uns aos outros - Não há paz em parte alguma. O Príncipe da paz foi rejeitado. Há perplexidade entre as nações. Esse cavalo vermelho descreve um espírito de guerra. A guerra tem sido uma parte da experiência humana desde que Caim matou Abel. Os homens perdem a paz e buscam a paz pela guerra. As guerras são insanas porque os homens se matam em vez de se ajudarem. As guerras são fratricidas. As guerras estão aumentando em número e em barbárie (as duas guerras mundiais, as guerras tribais, as guerras étnicas, as guerras religiosas e de interesses econômicos). No fundo todos são vítimas sacrificadas sobre o altar de Satanás. Com irracionalidade total investem tudo no armamento e desconhecem o caminho da paz. Quem não quer viver sob a cruz, viverá sob a espada.
e) Esse cavalo vermelho é um agente do dragão vermelho, que é assassino desde o princípio (12:3)- A terra está bêbada de sangue e cambaleando pela guerra. Os homens se tornam loucos, feras bestiais. As atrocidades do Nazismo.

3. O Cavalo Preto, uma figura da pobreza, escassez e da fome - v. 5-6
a) Esse cavalo preto representa fome, pobreza, opressão e exploração
- Fome e guerra andam juntas. Se a paz é tirada da terra, não poderá haver livremente comércio nem negócios. O mundo inteiro sofrerá tremendas agitações. Comer pão pesado representa grande escassez. Há trigo, mas o preço está muito alto. Um homem precisava trabalhar um dia inteiro para comprar um litro de trigo. Normalmente ele compraria 12 litros pelo mesmo preço. Esse cavalo fala do empobrecimento da população. Só pode alimentar a família com cevada, o cereal que era dado aos animais. O racionamento leva um homem a gastar tudo que ganha para alimentar-se.
b) Essa pobreza é proveniente dos crentes não fazerem concessões -Não aceitar a marca da besta e por isso não pode comprar nem vender (13:17), não se corromper, ao contrário preferir o sofrimento e até a morte à apostasia.
c) A pobreza não atinge a todos - O azeite e o vinho produtos que descrevem vida regalada não era danificados. Os ricos sempre sabem garantir o seu luxo, enquanto a população passa fome. No mesmo mundo que reina a fome, reina também o esbanjamento, o luxo, a desigualdade.

4. O Cavalo Amarelo, uma figura da morte - v. 7-8
a) A figura da morte e do inferno são pleonásticas, apresentam uma única realidade - O hades sempre vem atrás da morte. A morte derruba e o hades recolhe os mortos. A morte pede o corpo, enquanto o hades reclama a alma do morto.
b) A morte e o hades não podem fazer o que querem - Eles estão debaixo de autoridade. Só atuam sob permissão divina. Seu círculo de ação é limitado e seu território definido: a quarta parte e não mais.
c) A morte usa 4 instrumentos para sacrificar suas vítimas -
1) A espada — Aqui não é machaira, mas rhomphaia, espada comprida usada na guerra. Aqui trata-se da morte provocada pela guerra.
2) A fome - A fome é subproduto da guerra, cidades sitiadas, falta de transporte com alimentos.
3) Pestilência ou mortandades - As pragas, as pestilências crescem com a pobreza, a fome, as guerras.
4) As bestas feras da terra - despedaçam e devoram tudo que encontram.

7 de ago. de 2009

Laodiceia

I - Laodicéia, importante centro industrial, comercial e cultural: A sétima carta do divino Mestre é destinada à Igreja de Laodicéia. Esta cidade situava-se às margens do rio Lico, afluente do Meandro. No ano 60 da era cristã foi des­truída por um terremoto, mas reconstruída depois pêlos seus habitantes, que dispensaram o auxílio do governo romano, pois eram muito ricos. Seu nome antigo era Diópolis, a cidade do Zeus mas Antíoco II ampliou-a e dotou-a de extraordinários melhoramentos, dando-lhe, então, o nome de Laodicéia, em homenagem à sua esposa, que se chamava Laodice. Além de ser importante centro de transações comerciais, possuía uma Escola de Medicina, que ficou famosa pelo preparo de um remédio próprio para enfermidade dos olhos. Também havia na região ao seu redor numerosos rebanhos de carneiros, e daí a oportunidade para fabricar vestidos de lã; pelo que se tornou ainda mais célebre. Era, pois, importantíssimo centro comercial, industrial e cultural.
As três cidades, de Laodicéia, Colossos e Hierápolis, situavam-se numa região próspera e estratégica. (Cl. 4:13)
II - O perigo da mornidão espiritual: Após identificar-se, o Senhor Jesus considera com toda a franqueza o estado es­piritual dos membros da Igreja de Laodicéia. (Ap. 3:15 e 16) A Igreja não era nem fria, nem quente, era morna. Cristo requer dos membros de uma Igreja atitudes definidas quanto à vida cristã. O célebre verso de Shakespeare: "To be or not to be, that is the questíon", ser ou não ser, eis a questão, é um desafio à nossa coragem, à nossa hombridade... Sim ou não, pois o divino Mestre e supremo Pastor exige atitude de firmeza, de convicção, mãos no arado, sem olhar para trás... A mornidão é apatia, indiferença, indecisão. A mornidão não defende a verdade, não vive a fé, não vibra com a beleza, ou com a grandiosidade do Evangelho. A mornidão é uma vela bruxuleante, apaga não apaga, morre não morre... Os cristãos que vivem no estado de mornidão espiritual correm o risco [de serem lançados fora, porque lhes falta dinamismo e vão tornando inúteis e até intoleráveis ... Ê isso que se depreende das palavras do Senhor Jesus: "Assim, porque és morno... Estou a ponto de vomitar-te da minha boca". (Ap. 3:16)
Nosso estado espiritual deve ser caracterizado pelo calor pela presença de Cristo. As Igrejas devem gozar do privilégio que a sagrada presença lhes oferece.
III - O remédio para uma Igreja enferma: Na carta à Igreja de Laodicéia as repreensões são muito severas. Já vimos como o divino Mestre condenou a mornidão espiritual. Agora condena a presunção, o orgulho proveniente do amor às ri­quezas. Aqueles cristãos julgavam-se auto-suficientes, pois eram ricos, abastados e não precisavam de coisa alguma.
Entretanto, mergulhados naquele oceano de orgulho, perderam a visão da verdade, não perceberam a sua desgraça, a sua pobreza espiritual, o seu estado miserável, a sua nudez.
Primeiro os bons conselho do mestre e segundo zelo e fervor – Todos nós devemos seguir os sábios conselhos do supremo e divinal Pastor. Adquiramos o ouro de Cristo. Saibamos apreciar as jóias do Evangelho, as riquezas da fé cristã, do perfeito amor e da paz que devemos sentir, embora não saibamos compreender a sua infinita grandeza. Aquilatemos a incomparável valia do Reino de Deus dentro de nós e sobre nós, a poderosa influência desse Reino em nossa vida neste mundo e lá no maravilhoso porvir. Isso tudo é o ouro de Cristo, que Ele nos oferece para sermos ricos de sua excelsa e divina Graça. Podendo ser ricos, pois nosso Pai celeste é infinitamente rico, por que permanecemos no estado de po­breza espiritual?
Apliquemos ainda em nossos olhos o divino colírio, para que possamos enxergar as maravilhas do Evangelho, porque se somos frios ou mornos na vida espiritual; se somos pobres orgulhosos, necessitados da Graça de Cristo, mas julgando que de nada temos falta; se deixarmos de subir, vivendo como que paralíticos, quanto à locomoção para o ápice da imensa escada da santidade, é porque nos falta visão, pouco ou nada enxergamos, somos míopes ou cegos... Aí está o Senhor com o sagrado colírio, atendamos ao seu conselho, à sua advertência, e apliquemos tão preciosa e perfeita terapêutica, para alargarmos e alongarmos a nossa visão espiritual.
IV – A felicidade esta a bate na Porta – Este texto tão utilizado para os não cristãos na verdade é uma expressão para a igreja que deixou seu dono do lado de fora, e Ele esta batendo na porta para que esta se abra e só se abre pelo lado de dentro e não por fora, aquele que abrir encontrará a felicidade de ter cristo habitando com ele e morando em seu coração.

28 de jul. de 2009

A OPORTUNIDADE É SUA!!!

A história de Davi e Golias é um dos eventos mais dramáticos história de Israel. Depois que o jovem pastor se encontrou com o poderoso guerreiro filisteu e obteve uma vitória decisiva, ele não ape­nas se tornou urna figura popular em Israel, mas ganhou notoriedade entre nações vizinhas. O Senhor ofereceu a Davi uma oportunidade para provar seu valor - e ele a agarrou!
Uma vitória miraculosa
Deus garantiu a Israel uma vitória miraculosa sobre o exército filisteu. Pêlos padrões humanos, Israel deveria ter sido derrotado, Entretanto, a bênção do Senhor ainda estava sobre Saul e, conseqüentemente, sobre Israel.
Os filisteus se reagrupam
Depois de terem sido derrotados e dispersos, os filisteus se reorganizaram, Em vez de arriscar muitas vidas, como foram em Micmás, resolveram enfrentar Israel com apenas um guerreiro - Golias - desafiando Saul a enviar um representante para lutar com o filisteu. A batalha seria decidida de acordo com o resultado! luta entre aqueles dois homens. O lado perdedor se tornaria, voluntariamente, servo do vitorioso.
40 dias, invariavelmente pela manhã e à tarde, os resultados foram devastadores: "Ouvindo Saul e todo o Israel . palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito" (v. 11).
havia nenhum homem no exército de Israel que se arriscasse a mar o desafio.
A OPORTUNIDADE DE DAVI
o inesperado aconteceu! De repente, Davi entrou em cena, no Deus havia que havia preparado.
A visão limitada de Saul: Saul não entendia a Davi, pois não conhecia as habilidades especiais do jovem nem compreendia a fé que aquele pastor depositava em Deus. Saul tampouco entendia a bênção especial com que o Senhor ja agraciara Davi.
Entretanto, quando Saul percebeu que Davi estava determinado a lutar, equipou-o com sua própria armadura. O jovem pastor, po­rém, sabia que não conseguiria usar as habilidades especiais levando um peso extra; precisava de liberdade de movimentos. Então, tirou a armadura e desceu ao vale para enfrentar o gigante vestindo apens a simples roupa de pastor. Davi não levava nada além de um cajado de pastor, uma funda e cinco pedras lisas do ribeiro, no alforje.
Pego desprevenido: Golias ficou confuso ao avistar Davi vindo ao seu encontro, sem nenhuma proteção - sem nem mesmo um escudeiro. Davi não usava armadura, nem ao menos um capacete para encobrir sua aparência jovem e seu belo cabelo ruivo. O gigante percebeu imediatamente que estava diante de um garoto - não de um guerreiro treinado.A ira de Golias atingiu o ápice e, humilhado, amaldiçoou Davi. Talvez, naquele momento, o guerreiro filisteu tenha jogado o seu capacete no chão e enfrentado Davi com a cabeça desprotegida. Seja lá o que tenha acontecido, o fato é que ele baixou a guarda. Rápido como um raio - antes que o filisteu percebesse o que estava aconte­cendo, uma pedra voou da funda de Davi e encravou-se na testa do gigante. Golias caiu no chão - morto!
Fim da batalha
O exército filisteu assistia horrorizado enquanto Davi cortava a cabeça de Golias com a própria espada do grande guerreiro. Eles deram Inicia-volta e fugiram, perseguidos pelo exército de Israel
O QUE GOLIAS NOS ENSINA
1- Autoconfiança é um "Beco sem saída"! A confiança de Golias centrava-se em si próprio. Ele depositava sua em sua enorme estatura, na força e na sua habilidade com armas.
2- A arrogância leva ao desastre! "Hoje, afronto as tropas de Israel", gritava (l Sm 17:10). O guerreiro filisteu era egocêntrico. Seu ego era tão grande quanto sua estatura. Achava que ninguém poderia derrotá-lo.
3- Falsos "deuses" nos abandonarão. Quando Davi se aproximou de Golias, o gigante filisteu gritou irado: "Sou eu algum cão, para vires a mim com paus? E, pêlos seus deuses, amaldiçoou o filisteu a Davi" (l Sm 17:43).
Golias, assim como todos os seus compatriotas, não adoravam ao Deus verdadeiro.
O QUE DAVI NOS ENSINA
1- A reputação de Deus sempre em primeiro lugar. O insulto de Golias a Israel incomodou Davi tremendamente - nem tanto pela dignidade nacional, mas porque Israel representava o povo escolhido de Deus. Para aquele jovem pastor, ofender Israel era o lesmo que ofender ao Senhor.
2- A confiança em Deus leva ao sucesso Davi desafiou-o: "Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do senhor dos Exér­citos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado" (v. 45).
3- As oportunidades aparecem quando estamos preparados
A habilidade de Davi com a funda não era hereditária. Ele passou muitas horas nas colinas praticando, enquanto desempenhava suas responsabilidades de pastor. Naquela época a funda era, na verdade, uma arma secreta em Israel.

25 de jul. de 2009

A IGREJA DE SARDES

A cidade, a Igreja e a censura: Sardes era a capital do reino da Lídia, na Ásia Menor. Creso foi o seu último rei, famoso pela sua imensa riqueza. Ele ampliou o seu reino, tornando-se mui poderoso, mas foi vencido por Ciro, o grande, o qual o condenou à fogueira. Antes do suplício, porém, perdoou-lhe, incluindo-o entre os seus amigos .. . Sardes si­tuava-se a 80 Km de Tiatira, ao pé de um monte, às margens de um rio, num vale muito fértil. Celebrizou-se na indústria de cunhar moedas. Depois o seu esplendor antigo decaiu. Daí, talvez, a expressão usada quanto à Igreja de Sardes: (Ap. 3:1) Havia certa semelhança, ao que parece, entre a cidade e a Igreja. Ambas tiveram sua época de esplendor, mas decaíram. Viviam recordando o seu passado de glórias, mas naquele momento a sua situação deixava muito a desejar... A Igreja estava praticamente morta, as suas obras não eram íntegras diante de Deus... (Ap. 3:2) A censura do divino Mestre aplica-se a muitas Igrejas de nosso tempo. Igrejas que vão se amoldando à vida materialista da cidade em que se instalaram, à semelhança do camaleão, que muda de cor conforme o meio, a temperatura, o medo, e outras circunstâncias. Igrejas camufladas, mundaniza-das... Em vez de resplandecerem a luz de Cristo sobre o mundo, deixam-se influenciar pelas trevas do mundo, pra­ticam as obras das trevas, abandonando a prática das obras incomparáveis do Evangelho, esquecendo-se da solene advertência (Rm. 12:2)
A Igreja, no dia a dia da existência, deve ser sábia e fielmente representada por seus membros, em qualquer atividade ou circunstâncias em que estejamos envolvidos. É a Igreja vi­brando e atuando na vida de todos os genuínos cristãos.
I - Cristo propõe um despertamento espiritual: Quais os requisitos exigidos nesse despertamento? O mesmo Senhor esclarece. Vejamos um por um os requisitos desse despertamento proposto pelo Senhor: 1º - A vigilância: Há um constante apelo à vigilân­cia na Escritura Sagrada. I Co 10:12 I Pé 5:8 Mt 26:41 A vida do cristão está sempre em pé de guerra, em estado de alerta e de vigilância. Há sempre uma corneta res­soando e vibrando em nossas almas. Não podemos dormir em nosso posto de honra. Eis um requisito básico do verdadeiro despertamento espiritual: a vigilância. E daí a oração, a comunhão com Deus, a leitura e a prática da Santa Palavra, e o labor na Causa de Cristo.2º - A consolidação: Consolidar é firmar, é ter alicerce sobre a rocha, é refortalecer-se para poder enfrentar as tempestades da vida. Se a nossa fé está vacilante, se o nosso amor cristão sofre o impacto do inverno espiritual, algo é preciso ser feito, que represente poderosa reação para consolidar aquilo que ainda resta de bom em nós e que está em perigo de morrer. Algo que venha do céu para o nosso coração e desabroche. 3º - A consagração: Cristo afirmou que não achou íntegras, na presença de Deus, as obras da Igreja de Sardes. A integridade da vida cristã, na fé e nas obras, é indispensável, diante do nosso Deus. A nossa consagração não deve ser parcial, o Reino de Deus deve ser procurado em primeiro lugar, o plano eclesiástico deve estar acima do plano secular. Para que sejam íntegras as nossas obras, para que Deus aprove o nosso modo de viver, é preciso que sejamos realmente sú­ditos do eterno Rei, e verdadeiramente ovelhas do supremo Pastor, em qualquer lugar.
4º- Relembrando as bênçãos: Relembrar as bênçãos recebidas da divina mão, as preciosas e magníficas lições aprendidas aos pés do Mestre, isto é, sobre a luz do céu, o glorioso amor, a paz consoladora, o poder do Alto, tudo, enfim, que Deus já havia derramado nos corações. Como Deus foi misericordioso. Esquecer essas bênçãos é ser ingrato, é afastar-se de Deus, é exilar-se da Graça. Como pode o homem chegar a esse ponto?
Mas o remédio para esse mal tão grande consiste em abrirmos a válvula da memória e trazermos à mente tudo quanto Deus já nos fez.
5º - A observância do ensino: Ouvir e guardar, aprender e observar, eis o que Cristo exige de cada um de nós. O que ouve e não pratica tem fundamento de areia. O que ouve e põe em prática tem fundamento na rocha, re­siste os vendavais, torna-se fortaleza inexpugnável. O ensino do divino Mestre não pode ser letra morta, é palavra viva e eficaz, deve e pode ser posto em prática. Se não fosse possível pôr em prática o Mestre não exigiria. É que Ele vai derramando a sua poderosa Graça sobre nós, à medida que o seu maravilhoso ensino vai fluindo.
Sexto - O arrependimento: O termo grego metánoia traduz-se por arrependimento, dando-nos a idéia de uma mo­dificação de atitude mental, uma meia volta na vida. Vai-se caminhando precipício abaixo, pára-se ainda em tempo, e sobe-se a escarpa, deixando-se para trás o abismo e cami­nhando-se na direção do cume da montanha, sentindo-se o auxílio de mão invisível e poderosa. Pode ocorrer ainda na vida de alguém que já experimentou o ardor da fé cristã, mas se deixou levar pelas vaidades do mundo e a chama da fé foi-se apagando, quase extinguindo-se. Nesse ponto chegou a ouvir o clarim de alerta, arrependendo-se, voltando-se para Deus, robustecendo de novo a fé, dando novamente acolhida ao Espírito Santo.