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14 de dez. de 2011

Eu Quero Meu Direito


Meus Irmãos e amigos temos visto cada dia nos noticiários protesto enérgicos diante das câmeras, vemos Advogados, políticos, apresentadores de televisão, Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de  Direitos Humanos, ONGs, etc...  Todos falando de direitos humanos: Delegacias lotadas, Presídios abarrotados, sem nenhuma qualidade de “vida” para os presos.
Porém diz a declaração mundial dos direitos Humanos no ARTIGO III-  TODA PESSOA TEM DIREITO À VIDA, À LIBERDADE E À SEGURANÇA PESSOAL.
Os advogados, apresentadores e políticos, olham só a segunda frase esquecem que antes daqueles, todos temos Direito a Vida, se o sistema prisional está abarrotado, é que alguém infringiu a lei. Aqueles que eles defendem, os que MATARAM, FURTARAM, ESTRUPARAM, SEQÜESTRARAM, DESTRUÍRAM LARES, PEDOFILOS.
Estão dizendo não nos importamos com vocês, Pais que choram a perda de seus filhos, esposas que choram a perda de seus esposos, filhos que estão passando fome porque seus pais foram mortos. Eu nunca vi dizer que alguns representantes destas "Entidades" foram aos cemitérios, nas casas, levar uma palavra de conforto falar que vão buscar a justiça em favor da família que esta sofrendo, será que elas não tem “direito humano” algum?
 A pergunta é quem tem direito aos direitos humanos? São os cidadãos de bem? Que teve a vida de um ente ceifada prematuramente, ou aquele que vive ceifando a vida alheia por causa das drogas, e por não terem disposição para trabalhar (os que roubam), ou porque não pagam a uma prostituta para terem “sexo a vontade” em vez de atacarem nossas crianças.
A Bíblia sempre foi a favor da vida, vemos claramente no texto de Exodo 13 Não matarás.  e Êxodo 21: 12 Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto. 13 Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus lhe permitiu caísse em suas mãos, então, te designarei um lugar para onde ele fugirá. 14 Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para que morra. 15 Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. 16 O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto. 17 Quem amaldiçoar  seu pai ou sua mãe será morto. [1] Ou seja Deus é a favor da vida mais aquele que é culpado tem que paga pelos seus atos.
Aqueles que defendem os direitos Humanos, venha defender aqueles que, primeiramente tem a precisão.
 
Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil.



24 de nov. de 2011

Cuidado com os Pastores


A segunda maldição acerca  da qual o Profeta Malaquias nos fala aparece no cap. 2 v. 1 e 2 que  é a maldição das bênçãos de falsos sacerdotes, senão observe:
 "Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento, se não o  ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu  nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição, e  amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado porque vós  não propondes isso no coração". aqui, deve ser entendido no sentido de uma ameaça de castigo Maldição. Deus desviaria as bênçãos que antes foram desfrutadas pelos sacerdotes. Veja também a exposição de 3:9. Já as tenho amaldiçoado. A pesada mão de Deus já começara a descer.
A principal função do sacerdote era instruir de acordo com a lei moral, que se baseava na verdade. E a injustiça não se achou. Tinha havido sacerdotes que fielmente apresentaram a justa revelação de Deus. Andou comigo (cons. Gn. 5:22, 24; 6:9). Os sacerdotes de antigamente falavam e viviam a verdade de Deus. Apartou a muitos. Por meio de palavras e pela conduta, o sacerdote que andava com Deus levou muitos à justiça (coas. Dn. 12:3).
Mensageiros do SENHOR. Em diversas passagens do V.T., a expressão aparentemente se refere a um mensageiro que é o próprio Deus (veja Ex. 3:2, 4; Juízes 6:12-14). Nenhuma honra mais elevada poderia ser concedida ao sacerdote do que quando tais palavras lhe eram aplicadas.
Entretanto agora aos sacerdotes estão sendo mentirosos aceitando a injustiça.
Estão violando a aliança e com a influência dos sacerdotes fora o povo se desviando do caminho do Senhor
Há aqui uma palavra seriíssima a  respeito de se ser sacerdote na casa de Deus, de se ser líder do  povo, de se ser pastor, ou se ser líder na igreja.
Há também uma  palavra seriíssima com relação a: de quem é que você recebe suas  bênçãos? Quem é que impõe as mãos sobre você? Que tipo de gente? Que tipo de vida? E a vida daqueles que invocam as bênçãos de Deus  sobre a sua existência?
Isso porque a Palavra de Deus diz que Deus  transforma a bênção sacerdotal em maldição quando o sacerdote é  infiel para com Ele.
E o v.8 diz que o sacerdote desvia o povo com mentiras:
Veja bem o que estou dizendo,  isto é seriíssimo. Quando o sacerdote não instrui o que é certo, não  abomina o que é iníquo e não oferta de maneira justa e não afasta  muitos da injustiça mas, ao contrário, pelas ações induz a muitos à  vida abominável, então Deus se tornará seu maior adversário e três  coisas vão acontecer:
A primeira, tornará suas bênçãos em maldições.
A segunda no v.3 diz: As suas famílias serão arruinadas: "Eis que  vos reprovarei a descendência, atirarei excremento aos vossos  rostos, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto destes  sereis levados".
Em terceiro lugar: v.9 diz, a sua reputação será  arrasada: "Por isso também eu vos fiz desprezíveis e indignos diante  de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, e vos  mostrastes parciais no aplicardes a lei".
Isto é seriíssimo. Não  seria tão sério se eu tivesse escrito isto ou falando sem esta vendo o que a bibla diz. Mas isto é  seriíssimo na medida em que quem fala é o Senhor.
Ele diz que se o  sacerdote não está vivendo com integridade na presença dEle, a  bênção do sacerdote sobre ti não é bênção, é maldição.
Quando ele  diz que tu vais ser fértil, teu ventre vai ser cerrado.
Quando ele  diz que tu irás prosperar, tua vida vai falir; pode até te dinheiro mais não terá a prosperidade espiritual
Quando ele diz que tu  irás ser curado, tu irás ficar doente e irás ficar enfermo.
Há algo  seriíssimo nisto que deveria também nos fazer como povo de Deus,  questionar profundamente sobre onde é que nós andamos.
De quem é que nós ouvimos a Palavra?
Onde é  que nós devemos ficar e escolher e ouvir coisa séria de Deus, justa  e íntegra?
Caso contrário, aquilo que você pensa ser bênção pode se  transformar em tremenda maldição prá tua vida.
A Palavra de Deus nos  diz no capítulo 3 nos v. 8 e 9 que aparece a maldição resultante da  ingratidão que promove a usura.
Portando muito que se dizem pastores, mais que na verdade esta enganando o povo e os levando para o buraco espiritual, pessoas que são tolas, e que agreditam na palavra destes homens que na verdade só pensa em si e nos seus ganhos.
Cuidado com o que voces andam assistindo e recebendo orações que não seja uma pessoa realmente consagrada a Deus. 

7 de nov. de 2011

O ARREPENDIMENTO: É A PORTA DE ENTRADA DO REINO DOS CEUS


 Mateus 21.28-31
Quando falamos sobre arrependimento fica uma grande questão sobre o assunto nesta parábola.
Vemos nesta parábola dois filhos totalmente diferentes, se esquecermos o final de cada colocação em suas ações, um amava ao seu pai e o outro não, em palavras.
Temos aqui o que achamos sim de fato o arrependimento, este é a primeira e mais importante verdade do novo testamento, é nesta parábola nos mostra que o arrependimento é a porta de entrada pela qual todos que desejam entram no reino de Deus precisa passar.
Portanto é uma verdade fundamental e vital.
Devemos perguntar a nós mesmo o que é arrependimento? Quantos tropeçam neste ponto! Ah quantas tragédias aconteceram devido à falta de compreensão do significado deste termo! Quantos milhares para não dizermos milhões estão condenados por falta de entendimento desta palavra e não captarem a verdade.
As pessoas tende sempre para duas direções, há aqueles que compreendem de forma superficial o que é arrependimento e há os que pensam que remorso é arrependimento. Pensam que arrependimento é uma tristeza e que logo estará tudo bem, e que entrarão nos céus.
O arrependimento é uma voltar a traz de onde errou e voltar a fazer aquilo que é certo.
Mais depois ele sentiu que desonrou o pai que praguejou contra aquele que sempre esteve ao seu lado e lhe deu apoio, foi ai que ele caiu em si e arrependeu-se e foi trabalhar na vinha do pai, o outro pelo contrario havia prometido que iria que estaria lá não foi pelo contrario enganou o seu pai 
Quando olhamos para este segundo Jovens ele disse ao pai que não iriam mais foi tomado por um sentimento de arrependimento pelo o que fez ao pai e pelo o que falou poderíamos imaginar quantas palavras duras ele falou: eu não sou seu empregado, muito menos o seu escravo se você quer que a sua vinha produza vai você mesmo e faça o serviço. Ele refletiu como seria um tolo e que atitudes erradas.
Você tem enfrentado a sua vida vista qual grande tolice esta vivendo longe de Deus e em rebeldia a ele? Pode ser defendida com palavras?
Você não começara a arrepender-se em quanto não enfrentar com honestidade, e admitir-se que esta errada e para de argumentar a respeito.
Não são poucos que tentam de todas as maneiras argumentar o seu erro, defendendo seu estilo de vida seus pecados? Que o que você esta fazendo é correto.
Se você não reconhecer seus erro jamais poderão alcançar o perdão de Deus. Este filho foi honesto em saber que estava no erro e se submeter a autoridade do pai. Parem de argumentar a respeito delas admitam e confessem a si mesmos que vocês esta errados.
Este segundo filho não só percebe que ofendeu o pai e sente tristeza por ter feito isso ele volta ao principio e faz aquilo que lhe foi pedido.
E é este sentido o teste e a prova decisiva do real arrependimento. É o ponto mais importante de todos – pois realmente reconhecemos a Deus e que pecados contra ELE, e buscarmos fazer o que ele nos manda.
Uma coisa é ver que estamos errados, até mesmo reconhecer que ofendemos a Deus, e sentir passar por tê-lo feito, porem é outra coisa completamente diferente e muito mais difícil é renunciarmos a nós mesmo para que a vontade de Deus seja sobre a nossa Vida.
Você deve dar um aprova tangível de seu arrependimento, voltando para Deus e obedecendo a ele enquanto viver

30 de out. de 2011

AS 95 Teses de Lutero

1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.


2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.

36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2].

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3]

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4]

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5]

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.[7]

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

1517  Frei Martinho Lutero

26 de out. de 2011

REFORMA PROTESTANTES


31 DE OUTUBRO DIA DA REFORMA PROTESTANTES
Rom 1. 17 “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:  O justo viverá por fé”
Há poucos dias atrás comemoraram o dia dos evangélicos em todo o Brasil, no dia 23 de setembro, mais quem disse que evangélico tem que comemorar este dia? A data mais importante para aqueles que de fato são evangélicos é 31 de outubro.
Pois foi no dia 31 de outubro de 1517 em que Martinho Lutero pregou nas portas da Igreja do castelo de Wittenberg, as noventa e cinco teses: contra a venda de Indulgências, que o papa não pode perdoar pecados, salvação provém de Deus, etc.
O dia dos evangélicos nada mais é do que um enganar dos que assim buscaram ter este dia tendo a pretensão de que se os católicos têm o dia 12 de outubro, nós devemos ter o nosso, dia 23 de setembro, são de fato tolos os que assim pensam, pois a mais importante data que temos é celebrarmos o dia 31 de outubro este sim é o principal dia dos evangélicos protestantes reformados.
Não é de se admirar que muito evangélicos e pastores se perguntarmos o que é o dia 31 de Outubro eles prontamente dará duas respostas: A primeira é: já é o ultimo dia do mês, já estamos entrando em novembro só faltam dois meses para o ano novo; a segunda é esta: 31 de outubro é halloween (dia das Bruxas), pessoas se vestem com fantasias, de diabo, bruxas e etc.  isto nada mais é que uma influência pagam no seio da igreja brasileira.
O que de fato é 31 de outubro é a Reforma protestantes onde a igreja deixou de ser católica apostólica romana e andar pelo caminho que o Deus havia preparado para ela na época dos apóstolos.
E estamos vivendo dias em que a Igreja esta precisando de uma nova Reforma, pois vemos as pessoas que são enganadas para serem abençoadas por Deus, precisam pagar estamos vendo igrejas vendendo as indigências, como pão, lanterna e flores ungidas para tirar mal de dentro de casa, velas para acaba com a inveja, e tantos absurdos, infelizmente muito tem buscado tais praticar, pois pensam que só assim Deus pode abençoar a vida dela, a maior benção que o Eterno nos deu é a Vida eterna e a nossa tarefa é viver pela fé e não por práticas de rituais.
Portanto a Reforma do dia 31 de outubro de 1517 foi um volta a palavra de Deus, as escrituras são infalíveis, gloria somente a Deus, isto deve mover os nossos corações voltarmos a cada dia glorificar a Deus, e sabermos que Dele provem a salvação viva pela Fé cada dia das suas vidas.  
Aquele que é justo pela fé terá vida. Como é grandioso o papel da fé para a justificação do homem, na vida que ora vive e na vida que está por vir.
Lutero entendeu isto e não aceitou as práticas erradas da Igreja católica, e nos devemos entender cada dia, e não nos conformamos com tantos erros que vem assolando a igreja do Eterno Deus, vamos cada dia promover em nossas vidas uma reforma uma volta constante a palavra de Deus. Feliz dia da Reforma Protestante.

14 de out. de 2011

Príncipios Gerais sobre Contribuição 2 Coríntios 8:8-15

É a vontade declarada do Senhor nas Escrituras que preguemos  o Evangelho a toda criatura (Mc 16:15,16). Ele determinou alguns meios para que Sua vontade fosse cumprida: pregação, oração, testemunho dos discípulos... E contribuição (Rm. 10:15). É parte da estratégia de Deus que Seu próprio povo (e não o Estado) assuma as despesas decorrentes da obra de expansão do Reino.
No texto indicado acima encontramos o apóstolo Paulo escrevendo aos crentes de Corinto sobre uma coleta que ele estava empenhado em levantar para os crentes pobres de Jerusalém, que no momento estavam passando por grandes necessidades. Informa-lhes da contribuição generosa dos macedônios crentes (8:15), e que pretende enviar-lhes Tito para recolher a sua oferta (8:6), a qual ele espera que seja também bastante liberal (8:7). Após isto, Paulo passa a expor os argumentos para que a oferta dos coríntios seja generosa (8:8-15), que é nosso assunto agora.
É bom termos sempre em mente que, embora Paulo esteja tratando aqui de um caso especial (oferta para crentes e pobres vitimados por uma fome), os princípios e ensinamentos deste texto sobre contribuição têm aplicação universal e geral sobre o assunto.
1) CONTRIBUIR NÃO É OBRIGATÓRIO, MAS É PROVA DA SINCERIDADE DO AMOR (8:8-9).
Paulo os havia informado sobre a grande oferta dos crentes da Macedônia, não com o propósito de obrigar os crentes coríntios a contribuirem, mas sim de testar e examinar se o amor deles era verdadeiro (8:8). As Escrituras ensinam que contribuir sempre deve ser espontâneo  (Ex. 35:4,5,29). Entretanto, contribuir é prova concreta de amor a Deus.
Paulo adiciona o exemplo de Jesus: sendo rico, empobreceu (isto é, sendo Deus, humilhou-se e esvaziou-se e tomou a forma humana, até morrer na cruz cf. Fp. 2:6,7), para que nós enriquecêssemos (isto é, justificados dos nossos pecados pela sua morte, pudéssemos participar da sua glória, Jo 17:22). Movidos por gratidão a Jesus e motivados pelo seu exemplo, devemos contribuir liberalmente.
2) CONTRIBUIR NÃO É APENAS TER BOAS INTENÇÕES DE DAR, MAS CONCRETIZÁ-LAS (8:10,11).
Fazia já um ano que os coríntios haviam prometido colaborar com Paulo no envio desta oferta para alívio dos irmãos em Jerusalém (8:10). Agora, convinha que tais boas intenções fossem consistentemente levadas a efeito (8:11). “A tragédia da vida, mui frequentemente, não é que não tenhamos boas intenções, e sim que muitas vezes não as convertemos em ações”.  Há irmão que assumem compromissos financeiros com relação ao sustento de seminaristas, missionários, instituições evangélicas, mas são infiéis, trazendo necessidade materiais para aqueles que fizeram planos contando com as boas intenções e as promessas destes irmãos.
 3) CONTRIBUIR NÃO É UMA QUESTÃO DE QUANTIDADE, MAS DE BOA VONTADE (8:11B, 12).
Os coríntios deveriam contribuir na proporção dos seus bens (8:11b) mesmo que fosse pouco, Deus aceitaria a boa vontade deles (8:12). A contabilidade de Deus é diferente da nossa! Ele considerou as moedinhas da viúva pobre como mais que as gordas ofertas dos rico, Mc 14:41-44; e rejeitou terminantemente o terreno de Ananias e Safira,  Atos 5:1-11.
4) CONTRIBUIR NÃO É SOBRECARREGAR ALGUNS, MAS ALIVIAR OUTROS (8:13-15).
Paulo não queria “explorar” os coríntios (8:12), mas gostaria que eles compreendessem o princípio de “igualdade” (8:13b, 14b): quem desse muito não teria falta e quem recebesse pouco teria suficiente. Com isto, Paulo não está ensinando um “comunismo agrário”, como muitos insinuam hoje em dia. As Escrituras ensinam o direito de posse e a voluntariedade no dar. O que o apóstolo está ensinando é a igualdade no alívio das provações materiais, agora dos crentes de Jerusalém, em outra ocasião, talvez dos próprios coríntios (8:14). Como ilustração (8:15), cita como Deus proveu suficientemente o maná no deserto para seu povo, quer para os que o colhiam menos ou mais (Ex. 16:18).
CONCLUINDO, quais as lições que podemos tirar para nós?
 1- Estamos contribuindo voluntariamente, movidos pelo amor de Deus?
2- Estamos contribuindo de fato? Estamos sendo fiéis aos nossos compromissos que voluntariamente assumimos?    3- Estamos contribuindo de boa vontade? De todo coração? Com gratidão?
4- Estamos contribuindo pensando na falta que o dinheiro vai nos fazer, ou no bem que será feito com ele para suprir as necessidades dos outros e a obra de expansão do Evangelho?
Que Deus nos faça uma Igreja que contribui liberalmente, na proporção que tem recebido da parte de Deus, e muito mais!                  Rev. Robério Odair Basílio de Azevedo